23 de Abril de 2026

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Política - 15/11/2022

MPF vê 'uso indevido do cargo' e pede afastamento de diretor da PRF por 90 dias

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Foto: Reprodução

Silvinei Vasques é investigado pela atuação em bloqueios de rodovias no dia do segundo turno da eleição e após a proclamação do resultado

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro pediu que o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, seja afastado do cargo por 90 dias.

 

O órgão argumenta suposta atuação de Vasques na função em favor da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição.

 

De acordo com procuradores do MPF, o diretor usou indevidamente o cargo para pedir votos para Bolsonaro, que teve a campanha derrotada no último 30 de outubro. No pedido, é citado que houve "intenção clara" de Vasques de promover propaganda de autoridades com motivação eleitoral.

 

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"A vinculação constante de mensagens e falas em eventos oficiais, entrevista a meio de comunicação e rede social privada, mas aberta ao público em geral, tudo facilmente acessível na internet, sempre associando a própria pessoa do requerido à imagem da instituição PRF e concomitantemente à imagem do Chefe do Poder Executivo federal e candidato a reeleição para o mesmo cargo, denotam a intenção clara de promover, ainda que por subterfúgios ou mal disfarçadas sobreposição de imagens, verdadeira propaganda político-partidária e promoção pessoal de autoridade com fins eleitorais", justificou o Ministério Público.

 

 

O documento do MPF cita uma publicação feita por Vasques em rede sociais na véspera do segundo turno presidencial com pedido de voto claro a Bolsonaro. Os procuradores afirmam não ser possível dissociar a possibilidade de que as condutas do diretor, "especialmente na véspera do pleito eleitoral, tenham contribuído sobremodo para o clima de instabilidade e confronto instaurado durante o deslocamento de eleitores no dia do segundo turno das eleições e após a divulgação oficial do resultado pelo TSE.

 

Fotos: Reprodução

 
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Silvinei é alvo de investigações por condutas da PRF durante a campanha eleitoral. A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a realização de blitz da PRF no dia do segundo turno da eleição, apesar de ordem contrária do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes. A PRF afirmou que, no dia, fiscalizou apenas irregularidades em veículos, como condições de pneus.

 

A PF também apura a atuação do diretor-geral da PRF durante os bloqueios de estradas ao redor do país depois da derrota de Bolsonaro nas urnas. Este pedido também foi feito pelo MPF. Caso as acusações sejam confirmadas, Vasques poderá ser responsabilizado pelos crimes de prevaricação e de violência política, previstos no Código Penal.

 

Fonte: Com informações da Carta Capital/Portal O Tempo 

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