Recomendações visam mitigar os efeitos da estiagem no município do interior do Amazonas.
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) emitiu recomendações urgentes à prefeitura de Benjamin Constant, visando mitigar os impactos da seca iminente na região. A expectativa é de que a vazante dos rios em 2024 seja ainda mais severa do que a histórica de 2023.
Entre as ações propostas, destaca-se a convocação do gabinete de gestão institucional para discutir a ativação precoce do plano de contingência contra a estiagem. Também foi solicitado um levantamento de preços de itens essenciais junto aos comerciantes locais para evitar práticas abusivas durante a crise.
Outras medidas recomendadas incluem campanhas de conscientização sobre os impactos da estiagem, incentivos fiscais aos comerciantes para estocagem de água e alimentos, ações educativas para a população, planos de saúde específicos para enfrentar a seca, e garantia do fornecimento contínuo de água e merenda escolar durante todo o período crítico.
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Segundo o promotor de Justiça de Benjamin Constant, Alison Almeida Santos, a prefeitura tem até o dia 1º de julho para informar as ações adotadas. O prefeito Davi Bermeguy afirmou que todas as recomendações serão atendidas.
O estado do Amazonas se prepara para enfrentar o que especialistas preveem ser a pior seca da história. A expectativa é que a vazante dos rios em 2024 supere a marca de 2023, quando o nível do Rio Negro em Manaus caiu para 13,59 metros. Faltando menos de duas semanas para o início do período seco, o cenário em todo o estado já é alarmante.
Em Itacoatiara, o Rio Amazonas iniciou sua vazante após atingir o pico da enchente em 10 de junho, com uma cota de 12,35 metros, conforme a Defesa Civil Municipal. Desde 16 de junho, o nível do rio vem recuando gradativamente, atingindo 12,25 metros em 21 de junho.
Em Tabatinga, a descida do Rio Solimões complicou a vida dos trabalhadores no porto da cidade, com o nível do rio baixando 26 centímetros entre 16 e 17 de junho. Antes coberta pela água, a área está agora totalmente seca.
Em Humaitá, o Rio Madeira registrou 13,46 metros, três metros a menos do que no mesmo período em 2023. A vazante já causa dificuldades para os profissionais de saúde que atendem os ribeirinhos, forçando-os a caminhar três quilômetros a pé, onde as embarcações não chegam mais.

Fotos: Reprodução/Google
O estado do Amazonas enfrenta um desafio sem precedentes com a seca que se aproxima. As ações preventivas recomendadas pelo MPE-AM são cruciais para minimizar os impactos na população. A colaboração entre governo, comerciantes e cidadãos será essencial para superar essa crise.
Fonte: com informações do G1
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