MPAM levou em conta documentos e depoimentos dos policiais envolvidos para decidir sobre o arquivamento do processo
O procedimento que apurava o desvio de finalidade envolvendo policiais militares durante o período eleitoral deste ano, em Parintins, interior do estado, foi arquivado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). A decisão foi proferida no sábado, 16.
De acordo com a investigação, a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foi destacada para o município em agosto deste ano, supostamente com fins eleitorais e sem um procedimento administrativo devidamente registrado no sistema de gestão de documentos.
O envio teria sido motivado por uma ordem verbal, conforme revelado em documentos sensíveis que constam em um processo judicial relacionado.
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As autoridades exoneradas pelo governador Wilson Lima (Foto: Divulgação)
O Ministério Público destacou que a Rocam, além de estar vinculada a uma agenda oculta, teria fiscalizado a atuação de um grupo político específico. Uma das atribuições, apontada pela investigação, seria realizar a escolta da então candidata a prefeitura de Parintins Brenna Dianá, do União Brasil (UB).
No entanto, a atuação dos policiais na escolta da candidata não foi comprovada. O MPAM também entendeu que as ilegalidades identificadas já foram devidamente judicializadas, não havendo necessidade de prosseguir com o processo.
Para a decisão do arquivamento, o órgão levou em consideração documentos apresentados pelo Batalhão de Polícia Militar em Parintins e também dos policiais envolvidos.
"Outrossim, considerando as declarações do PM Paulyellyson e os documentos encaminhados pelo 11º BPM-Parintins quanto às escalas dos policiais, não restou comprovado o uso de policiais militares Soraia Ramos, Paulyellyson e Lúcio Almeida para a escolta da candidata Brenna, não havendo demais diligências que possam ser realizadas" , diz trecho da decisão.
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Foto: Reprodução/Google
Entretanto, o MP informou que ainda existe uma Ação Judicial, que tramita em sigilo, para apurar as irregularidades encontradas no caso. O conteúdo do processo arquivado, foi inserido nesta ação.
O MPAM investigou uma reunião entre secretários estaduais e policiais militares, supostamente planejando ações ilegais para beneficiar a então candidata a prefeita de Parintins, Brena Dianná. O inquérito se fundamenta nas imagens e declarações contidas no material.
Conforme o MPAM, os envolvidos supostamente manipularam um esquema para comprometer a legitimidade das eleições municipais, utilizando ordens ao aparato de segurança pública.
O órgão também identificou diálogos que indicam um alinhamento com o coronel PM Francisco Magno Judis, visando o uso da força policial para coagir eleitores. Por esse motivo o Governador do Amazonas, Wilson Lima, exonerou todos os investigados.
Fonte: com informações do g1
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