20 de Abril de 2026

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Política - 04/06/2025

Mourão terá que esclarecer à PF se sofreu pressão de Bolsonaro

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Foto: Reprodução/Google

Moraes determina que o ex-vice-presidente esclareça à Polícia Federal se sofreu pressão de Bolsonaro para ajustar sua versão antes da oitiva no Supremo

A Polícia Federal deve ouvir, em até 15 dias, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) sobre a ligação que ele recebeu do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de depor ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022. A determinação é do ministro Alexandre de Moraes, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Em parecer encaminhado ao STF, a PGR disse haver indícios de que Mourão pode ter sido orientado e influenciado por Bolsonaro antes de seu depoimento no tribunal. A conversa teria acontecido antes da oitiva do senador, ocorrida em 23 de maio.

 

Caso seja comprovada a orientação do ex-presidente, pode ser caraterizada a tentativa de constrangimento, intimidação ou coação de testemunha. "A notícia traz à tona a possibilidade de que a testemunha tenha sido submetida a constrangimento, intimidação ou qualquer forma de coação em relação ao teor de seu depoimento, sugerindo que o testemunho foi influenciado indevidamente por pressão exercida por um dos réus da ação penal", afirmou a PGR no documento.

 

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No STF, Mourão disse que não sabia das reuniões de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas após a derrota nas eleições de 2022, apesar de sua proximidade com o ex-chefe do Planalto. Ele sustentou nunca ter participado de reuniões em que tenha sido tratada alguma minuta com proposta golpista.

 

"Em todas essas oportunidades em que eu me encontrei com o presidente (Bolsonaro, após o segundo turno), em nenhum momento ele me mencionou qualquer medida que pudesse representar qualquer ruptura com o status quo", disse o senador em audiência.

 
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Mourão ressaltou que Bolsonaro estava "abatido" depois da derrota nas urnas, mas que não citou qualquer intenção de romper com a ordem democrática. "Imediatamente na noite em que nós perdemos a eleição, eu tentei conversar com o presidente, mas naquele momento ele estava abatido pela derrota eleitoral, como todos nós ficamos", contou. "E, no dia seguinte, naquela segunda-feira, nós estivemos reunidos lá no Palácio do Planalto avaliando as causas daquela derrota, uma vez que julgávamos que tínhamos condições de ter vencido aquela eleição", destacou.

 

 Fonte: com informações Correio Braziliense

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