As Haenyeo não são apenas símbolos de coragem e sabedoria tradicional
Entre 2016 e 2024, Manaus apresentou uma queda de 11,4% na mortalidade materna, passando de 65,6 para 58,1 óbitos a cada 100 mil partos. Embora o avanço represente uma conquista importante para a saúde pública da capital amazonense, o índice ainda está distante da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê atingir 30 mortes maternas por 100 mil partos até 2030.
O principal desafio atual, segundo especialistas, é garantir o acesso ao pré-natal e à assistência obstétrica de qualidade, sobretudo nas regiões mais afastadas da Amazônia, onde a infraestrutura de saúde é precária e a presença do Estado muitas vezes é intermitente.
Com o objetivo de debater estratégias para a redução da mortalidade materna no estado, será realizado nesta quarta-feira (28) o Seminário de Redução de Óbito Materno no Amazonas. O evento reunirá profissionais de saúde, pesquisadores, instituições de ensino e organizações como a Fiocruz e o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).
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Foto: Reprodução/Googele
Entre os temas em pauta estão a formulação de políticas públicas específicas para a diversidade amazônica, o fortalecimento da atenção básica, o enfrentamento da desigualdade no acesso aos serviços de saúde e o papel crucial das parteiras tradicionais nas comunidades do interior.
A melhoria dos indicadores depende de uma abordagem intersetorial e intercultural, que leve em consideração as peculiaridades geográficas, culturais e socioeconômicas da Amazônia. A redução da mortalidade materna é, acima de tudo, uma questão de justiça social e de garantia de direitos fundamentais.
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