19 de Abril de 2026

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Política - 29/09/2025

Moraes vai notificar Eduardo Bolsonaro por edital: 'Criando dificuldade'

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ele e Figueiredo articularam dos EUA sanções contra o STF para tentar pressionar os ministros a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta segunda-feira, 29, notificar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por edital, após a Procuradoria Geral da União (PGR) apresentar denúncia contra o parlamentar e o blogueiro Paulo Figueiredo por coação no curso do processo da trama golpista.

 

De acordo com a decisão de Moraes, as tentativas de notificar Eduardo sobre a apresentação da denúncia foram “infrutíferas”. O deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ele e Figueiredo articularam dos EUA sanções contra o STF para tentar pressionar os ministros a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

“Não resta dúvidas de que o denunciado, mesmo mantendo seu domicílio em território nacional, está criando dificuldades para ser notificado”, escreveu Moraes ao justificar a notificação por edital. “Além de declarar, expressamente, que se encontra em território estrangeiro para se furtar à aplicação da lei penal, também é inequívoca a ciência, por parte do denunciado Eduardo Nantes Bolsonaro, acerca das condutas que lhe são imputadas na denúncia oferecida nestes autos, sobre a qual também se manifestou por meio de nota divulgada na rede social X”, afirmou o ministro.

 

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Ainda na decisão, Moraes determinou que Paulo Figueiredo seja notificado por carta rogatória já que o denunciado vive nos Estados Unidos há mais de 10 anos. A notificação por edital é feita a partir da publicação da intimação no Diário Oficial e em jornais de grande circulação. O procedimento é permitido quando não é possível encontrar uma das partes do processo nos seus endereços declarados. Já a carta rogatória é um meio usado para comunicar quem vive fora do Brasil sobre algum processo.

 

Em nota conjunta, Eduardo e Paulo Figueiredo disseram ser alvo de “perseguição política”, atribuíram a denúncia a “lacaios” do ministro Alexandre de Moraes, disseram que vão continuar a campanha nos Estados Unidos e informaram que vão aguardar a notificação formal para se manifestar no processo. Os dois poderão enviar as defesas prévias antes de o STF decidir se aceita ou não a denúncia. Se as acusações forem recebidas, eles vão responder a um processo criminal no Supremo.

 

Sacrifício dos interesses nacionais

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 


A PGR descreve a campanha de Eduardo nos Estados Unidos como uma “estratégia do sacrifício dos interesses nacionais” com “repercussão altamente deletéria sobre a economia” do País, em referência ao aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. Na visão de Gonet, o deputado tentou “manipular a opinião pública” e jogar o sistema bancário e produtivo do Brasil contra o STF.

 

O procurador-geral afirma que “a única e real motivação” de todos os esforços de Eduardo era “sobrepor os interesses da família Bolsonaro às normas do devido processo legal e do bom ordenamento da Justiça”. Gonet atribui a Eduardo e a Paulo Figueiredo o crime de coação em processo judicial, descrito no Código Penal como “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo”. A pena em caso de condenação pode chegar a quatro anos de reclusão.

 
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Eduardo também corre o risco de perder o mandato agora que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou sua indicação como líder da minoria. A nomeação foi estratégica porque as faltas das lideranças não são contadas. Ele já usou todo o prazo de licença e, se ficar nos Estados Unidos, pode ser cassado por faltas. 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

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