22 de Abril de 2026

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Política - 14/12/2022

Moraes não indicia Michelle, mas dá 48h para governo Bolsonaro e do DF explicarem ataques

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Foto: Reprodução

Ministro do STF atendeu parcialmente petição do senador Randolfe Rodrigues; forças de segurança terão de detalhar medidas tomadas contra turba bolsonarista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou na tarde desta quarta-feira o pedido de indiciamento da primeira-dama Michelle Bolsonaro no inquérito dos atos antidemocráticos pelo suposto apoio a bolsonaristas que defendem um golpe contra a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A ação havia sido protocolada na última terça-feira pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

 

Moraes, porém, acolheu parte da petição do parlamentar referente à tentativa de invasão da sede da Polícia Federal em Brasília por bolsonaristas, seguida da depredação de ônibus e carros. O magistrado deu 48 horas para que o Ministério da Justiça e o governo do Distrito Federal informem as medidas tomadas pelas forças de segurança na última segunda.

 

Já quanto à conduta de Michelle Bolsonaro, o ministro do Supremo entendeu que não há elementos suficientes para indiciá-la com base na petição. Randolfe acionou o STF para que Michelle fosse investigada por dar suporte a manifestantes que ocupam Brasília com propósitos golpistas e teriam recebido lanches e bebidas enviados pela primeira-dama no Palácio da Alvorada, no último domingo.

 

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Um dia após eclodirem convocações para que militantes pró-Bolsonaro que defendem uma intervenção militar inconstitucional se dirigissem à residência oficial, seguidores do presidente que estavam concentrados em Brasília derrotado nas urnas transformaram o entorno da sede da PF na capital em um cenário de guerra.

 

Os episódios de violência provocados por bolsonaristas, que chegaram a espalhar botijões de gás próximos a incêndios provocados pelos próprios criminosos, ocorreram em reação à prisão do pastor indígena José Acácio Serere Xavante, uma liderança dos protestos antidemocráticos, determinada por Moraes a pedido da Procuradoria-Geral da República.

 

Fotos: Reprodução

 

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Os ataques levaram ao reforço da segurança do hotel onde Lula e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), estavam hospedados. Serere chegou a gravar um vídeo de dentro da sede da PF pedindo que os bolsonaristas cessassem a violência. Ninguém foi preso até o momento.

 

Em coletiva de imprensa ao lado do secretário de Segurança Pública do DF, Júlio Danilo, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que os envolvidos serão identificados e responsabilizados. 

 

Fonte: Com informações do Portal O Globo

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