Presidente Jair Bolsonaro acusou Moraes de ter sido o responsável pelo vazamento e disse que ele 'ultrapassou todos os limites'
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de informações de um inquérito da Polícia Federal sobre pagamentos suspeitos de despesas da primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, conversas do ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, com outros funcionários da Presidência sugerem a existência de depósitos fracionados e saques em dinheiro para as transações. Haveria a indicação de que as movimentações financeiras se destinavam a pagar contas pessoais da família presidencial e de pessoas próximas a Michelle.
A menos de uma semana do primeiro turno, a revelação irritou bastante Bolsonaro, que é candidato à reeleição. Em live realizada na terça, o presidente acusou Moraes de ter sido o responsável pelo vazamento e disse que ele "ultrapassou todos os limites" ao envolver a primeira-dama.
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Moraes, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a abertura de um procedimento administrativo sigiloso, conduzido pelo juiz do seu gabinete Airton Vieira, para apurar o caso. O ministro não respondeu às acusações de Bolsonaro.
No despacho divulgado nesta quarta-feira, o ministro do STF pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o delegado da PF que atua no caso, Fábio Alvarez Shor, prestem informações sobre acesso a decisões e relatórios produzidos nos autos, bem como das datas de manifestações na investigação.

Fotos: Reprodução
Em tese, essas investigações podem levar ao afastamento do delegado da PF ou de eventual outro servidor que tenha vazado informações, assim como a responsabilização criminal de responsáveis.
Na live de terça, Bolsonaro negou qualquer tipo de irregularidade. Ele disse que as movimentações nas contas dos auxiliares giraram em torno de 12 mil reais e serviam para pagar despesas como a escola da filha e uma tia de Michelle que cuidava da menina. Ele disse que não houve qualquer uso do cartão corporativo para pagar essas despesas.
Fonte: Portal Terra
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