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Cultura e Eventos - 27/10/2025

Miquéias William transforma o 14º Encontro de Tenores em uma celebração à emoção e à alma Amazônica

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Foto: Reprodução/Internet

O tenor amazonense Miquéias William, anfitrião e idealizador do projeto, emocionou com sua entrega, simpatia e generosidade.

O Teatro Amazonas foi palco de uma das mais belas celebrações da música lírica brasileira: o 14º Encontro de Tenores do Brasil. O evento, que já faz parte do calendário cultural da cidade, integrou as comemorações do Dia Mundial da Ópera (25 de outubro) e proporcionou momentos de pura emoção, reverência à arte e orgulho amazônico.

 

O público que lotou o teatro foi presenteado com performances de grandes vozes nacionais e internacionais. À frente, o tenor amazonense Miquéias William, anfitrião e idealizador do projeto, emocionou com sua entrega, simpatia e generosidade. Com a humildade que o caracteriza, Miquéias reuniu tenores de diferentes origens e estilos, oferecendo ao público um concerto de altíssimo nível, repleto de sensibilidade e técnica refinada. Sua voz potente e ao mesmo tempo doce, lapidada nas mais exigentes casas de ópera, ressoou como um tributo à cultura do Norte e ao poder transformador da música. Ao final de cada apresentação, era possível ver no rosto dos artistas a emoção viva refletida no olhar, como se cada nota cantada fosse também um agradecimento à arte e ao encontro que os unia naquele palco histórico.

 

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O tenor sul-coreano Rim Park, presença internacional do encontro, trouxe um toque de lirismo e delicadeza oriental ao repertório. Com uma afinação cristalina e uma expressividade comovente, Rim conquistou o público amazonense, provando que a música é uma linguagem universal capaz de unir corações de diferentes culturas. 

 

Quando Rim Park subiu ao palco do majestoso Teatro Amazonas, o público silenciou. Era como se o tempo tivesse parado para ouvir o que viria — e o que veio foi pura emoção. Sua voz, potente e ao mesmo tempo suave, trouxe uma atmosfera de reverência e beleza que tocou cada pessoa presente.

 

 

 

Ao interpretar “Arirang”, canção tradicional que é quase uma alma coletiva da Coreia, Rim Park fez o Teatro Amazonas vibrar em silêncio. Cada nota parecia carregar a saudade, a esperança e o orgulho de um povo. A plateia brasileira, mesmo sem entender as palavras, compreendeu perfeitamente a linguagem universal da emoção.

  

 

Vitorio Scarpi e Rim Park

 

Havia algo quase espiritual em sua presença. Rim Park não apenas cantou — ele se entregou à música, como quem revive uma lembrança antiga, um amor que ainda vive na memória. E, naquele instante, o Teatro Amazonas não era apenas um palco: era um templo da emoção, unindo Coreia e Amazônia em um só coração.

 

Quando a última nota se desfez no ar, o silêncio foi seguido por uma explosão de aplausos. Era o reconhecimento da arte verdadeira — aquela que ultrapassa fronteiras, idiomas e culturas. Rim Park deixou uma marca indelével no coração de quem o ouviu.

 

 

Vitorio Scarpi, o arquieto paranaense que virou tenor

 

Do Paraná, o tenor Vitório Scarpi encantou a plateia com seu timbre luminoso e técnica impecável. Sua interpretação foi marcada pela elegância e pela emoção contida, arrancando aplausos da plateia. Outro destaque foi o tenor goiano, Eduardo Machado cuja voz vigorosa e presença de palco enérgica transformaram o ambiente em pura vibração. Sua performance, carregada de paixão e intensidade, levou o público a uma viagem pelas grandes árias e canções que consagram o gênero operístico.

 

 

 

A regência do concerto esteve sob o comando do maestro Otávio Simões, cuja condução foi marcada por leveza, precisão e uma presença de palco inspiradora. Com gestos firmes e ao mesmo tempo poéticos, o maestro conduziu o 14º Encontro de Tenores do Brasil com a paixão de quem vive a música como uma extensão da alma. À frente da Orquestra Filarmônica do Amazonas, formada por músicos talentosos e profundamente comprometidos com a arte, Otavio Simões teceu uma verdadeira tapeçaria sonora, onde cada nota parecia pulsar em sintonia com o coração do público. A harmonia entre maestro e orquestra criou momentos de rara beleza, em que emoção e técnica se entrelaçaram, fazendo do Teatro Amazonas um espaço sagrado de celebração musical.

 

 

David Assayag

 

A participação especial de David Assayag, ícone da música popular amazonense e uma das vozes mais queridas do Festival de Parintins, foi um dos momentos mais marcantes da noite. Com seu canto forte, enraizado nas tradições e na alma do povo do Amazonas, David interpretou canções que exaltam a cultura cabocla e o sentimento amazônico, levando o público a um estado de pura emoção. Sua presença no palco do Teatro Amazonas fez o encontro transbordar de identidade e pertencimento, unindo o lirismo da ópera à força da música regional em um diálogo artístico raro e poderoso.

 

 

O tenor amazonense Miquéias William, anfitrião e idealizador do projeto,

emocionou com sua entrega, simpatia e generosidade

 

A cada verso, era possível sentir a plateia vibrar — muitos cantavam junto, outros se deixavam levar pelas lembranças que sua voz evocava. A energia de David tomou conta do teatro, contagiando músicos, tenores e espectadores. O público, emocionado, respondeu com aplausos calorosos e demorados, reconhecendo não apenas o talento do artista, mas a grandeza da música popular amazonense, que fala diretamente ao coração e faz pulsar o orgulho de ser da Amazônia.

 

A idealizadora do Portal Mulher Amazônica e Ela Podcast, destacou o significado profundo do evento para a cultura local:

 

Jornalista Maria Santana Souza, idealizadora do

Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast

 

“Ver o Teatro Amazonas tomado por vozes tão potentes e ver a arte dialogando com a alma do nosso povo é algo indescritível. O Encontro de Tenores é mais do que um espetáculo — é uma celebração da sensibilidade, do talento e da força cultural que brota da Amazônia. Momentos como esse nos lembram que a música é ponte, é cura e é pertencimento”, declarou emocionada.

 

Rim Park deixou uma marca indelével no coração de quem o ouviu 

 

O 14º Encontro de Tenores do Brasil encerrou-se sob aplausos intensos e corações tocados. A fusão entre a ópera e a música popular amazonense mostrou que a arte, quando nasce da verdade e do sentimento, ultrapassa fronteiras e gera comunhão. Ao final, Miquéias William recebeu o carinho e o reconhecimento de todos os presentes. Em um gesto simples, mas profundamente simbólico, agradeceu ao público, aos colegas tenores e a todos que acreditaram nesse sonho coletivo.

 
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 O tenor amazonense Miquéias William, anfitrião e idealizador

do projeto ( Fotos: Reprodução/Internet)

 

Foi um agradecimento que ecoou como um presente ao seu povo. Graças à sua visão e dedicação, o Encontro de Tenores segue firme, levando o nome do Amazonas para o mundo e reafirmando que, aqui, a arte é feita com o coração.
 

Portal Mulher Amazônica

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