Hipótese de adiamento é vista no TSE mais como pressão do bolsonarismo que disposição concreta de Raul Araújo e Nunes Marques.
O sentimento prevalente no Tribunal Superior Eleitoral é o de que não haverá pedido de vista no julgamento que deverá tornar Jair Bolsonaro inelegível pela reunião com embaixadores que convocou no ano passado para lançar fake news sobre as urnas eletrônicas.
A especulação de que algum dos ministros pediriam vista, que recai ora sobre Nunes Marques, ora sobre Raul Araújo, é vista internamente como a velha tática bolsonarista de atrair os radicais das redes sociais para pressionarem alvos -- no passado foram jornalistas, adversários políticos, outros ministros do STF etc.
Também não reverbera no TSE a sensação difundida entre analistas de que o relator, Benedito Gonçalves, deva varar a madrugada lendo seu voto. A possibilidade considerada mais provável é a de que ele faça uma leitura centrada nos aspectos essenciais do voto, que seria concluída no tempo de uma sessão regular, nesta terça-feira.
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Caso se confirmem as previsões internas, Bolsonaro deverá ser condenado à inelegibilidade por oito anos. A maior dúvida se refere ao placar: se os ministros que foram pressionados a pedir vista cederão à mesma pressão para votar a favor do ex-presidente e impedir uma unanimidade que atrapalharia seu discurso político de vítima de uma injustiça.
Fonte: com informações do Portal O Globo
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