23 de Abril de 2026

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Política - 10/09/2022

Ministro Alexandre de Moraes nega pedido da procuradoria-geral da república e mantém apuração sobre empresários

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Foto: Reprodução

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, grupo defendeu um golpe de Estado, caso o ex-presidente Lula fosse eleito em outubro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na sexta-feira, 9, recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) que buscava anular a decisão do magistrado que determinou buscas e o bloqueio de contas de empresários bolsonaristas. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), eles defenderam, em conversas no WhatsApp, um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse eleito. Moraes disse que passou o prazo para a PGR questionar a decisão.

 

"O agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República é manifestamente intempestivo, pois foi protocolado somente em 9/9/2022, após 18 dias da intimação, quando já esgotado o prazo de cinco dias previstos no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", registrou o ministro.

 

O pedido havia sido feito pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo. Em recurso enviado ao Supremo, ela solicitou que todas as medidas cautelares decretadas contra os investigados fossem revogadas e que a apuração fosse trancada, "sob o fundamento de flagrante constrangimento ilegal".

 

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As medidas ordenadas por Moraes tiveram como alvo os empresários Afrânio Barreira Filho, do restaurante Coco Bambu; Ivan Wrobel, da W3 Engenharia; José Isaac Peres, do grupo Multiplan; José Koury, dono do shopping Barra World; Luciano Hang, da Havan; Luiz André Tissot, da Sierra Móveis; Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii; e Meyer Nigri, da Tecnisa. Todos negaram ser a favor de ruptura.

 

"Diante da prévia demonstração das inconstitucionalidades e ilegalidades que sobressaem desta investigação, com a nulidade absoluta de todos os atos judiciais e investigativos já materializados, bem como da manifesta atipicidade das condutas investigadas e de ausência de substrato indiciário mínimo, a evidenciar flagrante constrangimento ilegal, urge seja adotada a excepcional via do trancamento desta Petição", sustentou Lindôra no recurso ao STF.

 

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Ao determinar as medidas cautelares contra os empresários bolsonaristas, Moraes acolheu uma representação da Polícia Federal. No entanto, os policiais não solicitaram medidas como o afastamento de sigilo bancário e o bloqueio de contas dos empresários.

 

O ministro considerou um parecer, elaborado pelo juiz instrutor de seu gabinete, sobre os pontos de convergência entre as suspeitas sobre os empresários e inquéritos sensíveis ao Planalto, como o das fake news e o das milícias digitais.

 

Versões

 

Fotos: Reprodução


No documento levado ao Supremo, Lindôra reafirmou que a PGR não teria sido intimada formalmente e ouvida sobre a operação. A questão da intimação do Ministério Público Federal gerou uma guerra de versões entre Moraes e o procurador-geral da República, Augusto Aras.

 

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De um lado, Aras afirmou que "tomou conhecimento da existência" da investigação somente na manhã em que foram cumpridas as diligências, no dia 19 de agosto. O ministro do STF, por sua vez, divulgou certidões que, segundo ele, comprovam que o Ministério Público foi "intimado pessoalmente" de sua decisão.

 

Fonte: Portal Terra

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