Ministra Maria Claudia Bucchianeri considerou que site não tem caráter eleitoral.
A ministra Maria Claudia Bucchianeri, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou o pedido da Coligação Pelo Bem do Brasil (composta pelos partidos PL, PP e Republicanos) para suspender o site e as redes sociais "Mulheres com Bolsonaro?", que contêm postagens críticas à postura do presidente Jair Bolsonaro (PL) com as mulheres.
Na ação, os advogados pediram a suspensão do site e das redes sociais, identificação dos autores e aplicação de multa em razão da "propaganda eleitoral negativa, mediante a alegação de sucessão de posts que contam com títulos falaciosos e pejorativos, além de dispor de uma estratégia de marketing construída para oposição direta à candidatura [de Bolsonaro]".
O pedido ocorre ao mesmo tempo em que o presidente está dando máxima atenção ao voto feminino.
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A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também foi escalada para suavizar a imagem de Bolsonaro com o grupo. Outra frente de atuação de Bolsonaro é trabalhar para aumentar a rejeição do eleitorado feminino ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que lidera as pesquisas de intenção de voto, inclusive, entre as mulheres.
Os advogados citaram algumas das publicações no site e também nas redes sociais — WhatsApp, Facebook, Twitter e Telegram — "Mulheres com Bolsonaro?"
Veja postagens

"Bolsonaro agride mulher; Bolsonaro diz: Não te estupro porque você não merece;
Bolsonaro contra o direito das empregadas domésticas; Bolsonaro defende assassino de deputada;
Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade;
"Bolsonaro agride mulher; Bolsonaro diz: Não te estupro porque você não merece;
Bolsonaro contra o direito das empregadas domésticas; Bolsonaro defende assassino de deputada;
Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade.

Fotos: Reprodução
Segundo a defesa da coligação, o site utiliza, "muitas das vezes, de falas gravemente descontextualizadas, veiculando notícias sabidamente falsas e atribuindo adjetivos desprezíveis ao Presidente da República, que perpassam a esfera da mera crítica, inerente ao debate político, no intento de macular a honra e a imagem de Jair Bolsonaro".
Fonte: noticias.uol.com
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