17 de Fevereiro de 2026

NOTÍCIAS
Política - 04/02/2026

Ministério Público Militar pede expulsão de Bolsonaro e militares condenados por trama golpista

Compartilhar:
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Cabe ao Supremo Tribunal Militar julgar se oficiais envolvidos na tentativa de golpe devem perder patente

O Ministério Público Militar enviou ao STM (Supremo Tribunal Militar) na terça-feira, 3, as representações que pedem perda da patente dos militares envolvidos na trama golpista. A solicitação já era esperada e pode resultar na expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do almirante Almir Garnier Santos e dos generais Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Walter Braga Netto das Forças Armadas Brasileiras.

 

O ex-presidente e os demais militares foram sentenciados por uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Como a maioria dos condenados têm patentes, cabe apenas ao STM decidir sobre perda de posto e retirada de patente.

 

A Constituição Federal de 1988 determina que um oficial pode ser expulso das Forças Armadas quando é condenado a mais de dois anos de privação de liberdade ou mais. Caso o Tribunal acate as representações, os sentenciados seriam os primeiros a perderem a insígnia militar por crimes contra a democracia.

 

Veja também

 

Bolsonaro vai perder patente? Como condenados por golpe serão julgados pelo STM

Lula: "Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que 2026 seja ainda melhor"

 

Próximos passos

 

Foto: Reprodução


Uma vez recebido pelo STM, o pedido é formalmente registrado e distribuído por sorteio a um relator e a um revisor. Uma vez distribuídas as representações, os militares têm prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito. Caso a defesa não seja apresentada nesse período, um defensor público é designado pelo Tribunal. Concluída essa fase, o relator prepara seu voto e, após a análise do processo pelo revisor, ambos têm direito à sustentação oral para justificar as emissões.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Encerrado o julgamento e após o trânsito em julgado da decisão, o Tribunal comunica o resultado ao comandante da Força à qual o militar está vinculado. Caso seja declarada a indignidade ou incompatibilidade com o oficialato, a cassação do posto e da patente torna-se automática e obrigatória. Conforme o MPM, não há prazo para uma reposta do STM, mas esse tipo de julgamento dura em média seis meses. Cabe pontuar ainda que há possibilidade da representação não ser acolhida e os militares continuarem com as patentes, mesmo com a condenação no STF e os pedidos do Ministério Público.

 

Fonte: Com informações Revista IstoÉ 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.