Ao todo, 18 aldeias do Pará e do Tocantins receberão reforços de voluntários da Força Nacional do SUS. Ação ocorre em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena
A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) iniciou uma missão de assistência para 2,5 mil indígenas em 18 aldeias afetadas pela estiagem extrema. Os voluntários, divididos em duas equipes de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, farão atendimentos médicos aos indígenas no Pará e no Tocantins.
A ação, iniciada na última semana, tem o objetivo de fortalecer a assistência aos povos Borari e Arara, que ficaram isoladas devido à baixa dos rios da região. A missão ocorre em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) .Além dos atendimentos, o Ministério da Saúde enviou insumos médico-hospitalares para que os estoques dos oito polos-base de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Guamá-Tocantins sejam abastecidos.
O coordenador da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, explica que a missão é complexa por abranger uma faixa territorial grande, de 325 mil quilômetros quadrados e 40 etnias de 24 municípios.“Essas 18 comunidades que vamos atuar são as mais afetadas. Muitas vezes a equipe terá que caminhar duas horas carregando a canoa nas costas para ter acesso à aldeia. Nosso objetivo é levar saúde para onde a assistência ficou comprometida por causa da seca”, defende.
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A Sesai faz a atenção à saúde dessas comunidades, mas a estiagem comprometeu o trabalho. “A seca e as queimadas impactaram de forma bastante crítica essa região”, frisa.Dois helicópteros fazem o transporte das equipes e insumos. Os voluntários terão acesso às aldeias pelos modais aéreo, terrestre e fluvial. Neste último, em alguns trajetos, será necessário caminhar pelo leito dos rios.

Fotos: Reprodução
A FN-SUS preparou um esquema de remoção de casos complexos, casa algum indígena precise ser encaminhado para um nível de atendimento especializado. Uma aeronave UTI acompanhará a missão.Além do trabalho de prevenção, as equipes realizaram diagnóstico situacional em estados como Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Tocantins e Roraima.
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O trabalho garantiu as condições de resposta da rede de saúde, devido os impactos das intempéries do clima.Nem territórios indígenas, as mudanças hidrográficas, que prejudicaram significativamente a fonte de alimentação, práticas de fazeres da pesca e ritos culturais.O Ministério da Saúde tem prestado apoio a estados e municípios afetados pelas queimadas e pela seca extrema. O principal objetivo é monitorar a capacidade de assistência e elaborar planos de resposta em caso de emergência de saúde pública.
Fonte: com informações Gov
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