09 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Direitos da Mulher - 21/11/2022

Ministério da Mulher terá desafio de reconstruir políticas públicas no pós-Bolsonaro

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Políticas para mulheres serão reconstruídas e transversais, afirma integrante do grupo de transição

No sábado, 11/11, aconteceu a primeira reunião do grupo de trabalho de Políticas para Mulheres com nomes como Anielle Franco, do Instituto Marielle Franco; a economista Roseli Franco; Roberta Eugênio, diretora do Institulo Alziras; Eleonora Menicucci, ex-ministra da Secretaria de Política para Mulheres; e Aparecida Gonçalves, ex-secretária Nacional da violência contra a mulher.

 

Em entrevista ao Brasil de Fato Paraná, a professora paranaense Maria Helena Guarezi, integrante da equipe de transição do governo Lula, analisa o governo Bolsonaro e destaca que é tempo de reconstrução de políticas e direitos das mulheres.

 

Veja também

 

Ex-mulher acusa Valdemar Costa neto de ter sido amante de Michelle e acobertava evasão fiscal dos Bolsonaro

Tebet: O futuro de Bolsonaro depende do que descobrirmos nos sigilos de 100 anos

 

Qual é a situação atual dos direitos e políticas públicas para mulheres?

 

Maria Helena Guarezi integra a equipe de transição do governo Lula

no grupo de trabalho de Políticas para Mulheres (Foto: Reprodução)

 

Bolsonaro governou a partir de uma política de extrema-direita, que também é defendida por uma parcela da sociedade brasileira. Aproveitando-se desses grupos, expôs a população e, em especial, as mulheres, população negra e pobres a uma política econômica excludente, preconceituosa e violenta. Tal política teve sua expressão simbólica no próprio comportamento e posicionamento de Bolsonaro.

 

Toda sua política é agressiva, particularmente com as mulheres. Falar de política de alimentação, de participação política, de educação, de saúde, de moradia, de emprego, de meio ambiente, de trabalho, de cultura, de lazer, de previdência, de políticas para as cidades, enfim, todas elas afetam fortemente as mulheres que, além de sermos parte majoritária da população, fomos colocadas como sustentação invisibilizada da sociedade.

 

 

 

Mas um dos momentos mais dramáticos foi o período da pandemia, onde além da questão sanitária e de saúde que levou muitas vidas e das questões econômicas que atingiram particularmente as mulheres, houve aumento da violência doméstica, feminicídio e corte em todos os setores de apoio a essas mulheres.

 

O que é possível adiantar como diretrizes do governo Lula para esse setor?

 

Mulheres contra Bolsonaro deram resposta ao autoritarismo | FUP - Federação  Única dos Petroleiros

 

Todos pudemos contribuir para as propostas do plano de governo do candidato Lula e que foram apresentadas para a sociedade no processo eleitoral. Uma das coisas mais importantes da campanha é que teremos o Ministério da Mulher. Das propostas que já estão sendo debatidas no próximo governo, há o aumento real do salário mínimo, Auxílio Brasil/Bolsa Família e até o Programa Minha Casa Minha Vida, todos com impactos imediatos e cotidianos na vida das mulheres. Políticas para mulheres serão reconstruídas, transversais, essa é uma das prioridades do novo governo.

 

Como foi sua trajetória até chegar à equipe de transição do governo Lula?

 

Lula defende maior participação de mulheres na política

 

Maria Helena Guarezi – Iniciei minha participação já na década de 70 nos grupos de jovens da Igreja Católica, depois nas comunidades eclesiais de base e em grupos ecumênicos, onde fui me dando conta das desigualdades sociais e de gênero. Já formada, em sala de aula, na participação sindical – onde iniciei em 1981–, e partidária (me filiei ao PT em 1986), além das atividades religiosas, a observação, a leitura e as reflexões coletivas foram me dando subsídios para entender a luta de classe e defender a igualdade.

 

Motivos para Lula voltar #8: Protege as mulheres; veja o vídeo | Partido  dos Trabalhadores

Fotos: Reprodução

 

Estive na organização de base, na direção Estadual da APP Sindicato e também na direção estadual da CUT/PR. Fui membro do Diretório Municipal e do Coletivo de Mulheres do PT, participei como consultora da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB Paraná, além de integrar o Estadual da Mulher do Paraná. Em 2003, Lula é eleito presidente e, em 2004, a convite da Gleisi Hoffmann, então diretora financeira da Itaipu Binacional, iniciamos um trabalho para a construção da igualdade entre homens e mulheres na empresa.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram. 
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

O trabalho no Programa Incentivo à Equidade de Gênero se estendeu para a região da Bacia do Paraná 3. Depois, por iniciativa e coordenação da Itaipu, propusemos e, junto com todas as outras empresas federais do setor elétrico-energético, consolidamos o Comitê Permanente da Equidade de Gênero do Ministério de Minas e Energia. Itaipu Binacional foi reconhecida com os 5 selos Pró-Equidade de Gênero e Raça da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, com os 7 Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU e com o Prêmio Oslo Business for Peace 2014 – Prêmio Oslo de negócios pela Paz.

 

Fonte: Com informações do Portal Brasil de Fato

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.