16 de Abril de 2026

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Geral - 17/04/2026

Minha Casa, Minha Vida tem novas regras; confira

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Foto: Reprodução/Google

Ampliação dos limites de renda e do valor dos imóveis aumentam o acesso ao financiamento habitacional, especialmente para a classe média

Foi aprovada em março a ampliação do teto de renda e do valor máximo dos imóveis enquadrados em cada faixa do programa Minha Casa, Minha Vida pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS). As novas regras foram publicadas pelo Ministério das Cidades no Diário Oficial da União (DOU), mas ainda dependem da operacionalização pela Caixa Econômica Federal, prevista para ocorrer até o fim do mês.As alterações ampliam o alcance do programa e tornam o acesso ao financiamento mais fácil, principalmente para famílias da classe média que estavam próximas dos limites de renda exigidos.

 

Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas. Apesar da publicação no DOU, ainda não há data definida para o início das operações pela Caixa Econômica Federal, mas a previsão é de que elas comecem até o fim deste mês.

 

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Limites por faixa (área urbana):

 

Faixa 1: passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200, um aumento de 12%
Faixa 2: passa a atender famílias com renda de R$ 3.200,01 até R$ 5 mil
Faixa 3: passa a atender famílias com renda de R$ 5.000,01 até R$ 9.600
Faixa 4: passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil

 

Limites por faixa (área rural):

 

Faixa Rural 1: renda bruta familiar anual até R$ 50.000,00
Faixa Rural 2: renda bruta familiar anual de R$ 50.000,01 até R$ 70.900,00
Faixa Rural 3: renda bruta familiar anual de R$ 70.900,01 até R$ 134.000,00Famílias que antes estavam próximas do limite entre as faixas passam a ser reenquadradas nas novas regras, o que pode garantir acesso a condições mais vantajosas de financiamento, como taxas de juros mais baixas e maior facilidade na aprovação do crédito.

 

O que muda para cada faixa de renda?

 

 

 


As mudanças para famílias da Faixa 1 consideram o reajuste do novo salário mínimo para R$ 1.621, de forma que esse público fique próximo a dois salários mínimos. Na prática, famílias com renda de cerca de R$ 2.900, valor inferior a dois salários mínimos atuais, estavam enquadradas na Faixa 2 e passam agora para a Faixa 1, com acesso a taxas de juros mais baixas. O objetivo é ampliar a capacidade de financiamento, facilitando o acesso à casa própria.

 

Por exemplo, uma família com renda mensal de R$ 4.900 migrará da Faixa 3 para a Faixa 2 e passará a pagar o financiamento com taxa de juros de 6,5% ao ano. Isso amplia a capacidade de compra para imóveis de até R$ 202 mil. O teto do valor dos imóveis das Faixas 3 e 4 também foi ampliado, passando de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente. Já os limites das Faixas 1 e 2 haviam sido atualizados em 2025 e entraram em vigor em janeiro.Efeito direto nas taxas de juros. O programa funciona com juros progressivos: quanto maior a renda, maiores são as taxas aplicadas. Com a atualização dos limites, parte dos beneficiários passa a ser enquadrada em faixas com condições mais vantajosas, o que pode resultar em redução dos custos do financiamento.

 

Impacto no mercado imobiliário

 


O reajuste deve impulsionar a demanda por imóveis, especialmente entre famílias da classe média, que enfrentavam mais restrições de acesso ao crédito. Nesse contexto, o programa tem desempenhado um papel importante na sustentação do mercado imobiliário, principalmente em um cenário de crédito mais limitado fora do Minha Casa Minha vida.

 

Quais os requisitos para participar?

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Não possuir imóvel em seu nome, nem financiamento ativo pelo SFH, e não ter sido beneficiado anteriormente por outro programa habitacional;
Morar na cidade onde pretende comprar o imóvel ou comprovar vínculo;
Ser maior de 18 anos (ou emancipado) e ter capacidade civil para assinar contrato;
Não ter restrições relevantes de crédito e estar em dia com obrigações públicas;
Não ser funcionário da Caixa Econômica Federal;
Comprovar renda compatível com as parcelas do financiamento.

 
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O governo considera que a revisão das faixas atualiza o programa frente ao aumento dos preços dos imóveis e da renda da população, tornando a política habitacional mais eficaz e alinhada à realidade do país. 

 

Fonte: com informações iG

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