22 de Junho de 2026

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Eleições 2022 - 09/11/2022

Militares monitoram movimentos de Bolsonaro e radicais na reta final do governo

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Foto: Reprodução

Uma das mudanças que entraram no radar de militares que conversaram com o blog seria uma troca no comando do Exército por um nome mais alinhado ao que os bolsonaristas radicais têm pressionado: um roteiro golpista e de tumulto após a vitória de Lula.

Militares da ativa dizem querer distância de bolsonaristas golpistas --e afirmam temer mudanças para tumultuar e arranhar ainda mais a imagem das Forças Armadas.

 

Uma das mudanças que entraram no radar de militares que conversaram com o blog seria uma troca no comando do Exército por um nome mais alinhado ao que os bolsonaristas radicais têm pressionado: um roteiro golpista e de tumulto após a vitória de Lula. O atual comandante do Exército é o general Marco Antônio Freire Gomes, nomeado pelo presidente em março.

 

Generais lembram ao blog que a prerrogativa de nomeação dos chefes das Forças Armadas é do presidente da República. Bolsonaro poderia trocar Freire Gomes --que, segundo eles, que não compactua com nenhuma aventura bolsonarista. Até dentro do governo assessores de Bolsonaro reconhecem ao blog que o presidente se irrita com o que chamam de falta de adesão do comando do exército ao presidente.

 

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O general Marco Antônio Freire Gomes, atual comandante  do Exército;

generais temem que ele seja trocado por Bolsonaro.

 

De uma fonte do Exército ouvida pelo blog: “Ele [Bolsonaro] pode fazer [trocar o comandante do Exército], mas seria a pá de cal. E fortaleceria Freire Gomes. Pior: não adiantaria nada porque vamos sempre lembrar que tem um Alto Comando, um colegiado que garante o equilíbrio".

 

O presidente gostaria, ainda de acordo com militares, que o comandante do Exército fosse mais próximo a ele --mas Freire Gomes, ainda segundo relatos, quer distância e só vai ao encontro de Bolsonaro quando convocado, por se tratar de chamado do chefe do Executivo.

 

Os generais dizem também que nunca viram tantas mudanças como as do governo Bolsonaro --e atribuem essa estratégia de misturar a imagem das Forças Armadas a Bolsonaro a incentivos e participação de “ex-generais, ex-militares que hoje são politicos” que hoje integram o governo.

 

 

O blog também perguntou aos militares sobre o relatório a ser apresentado nesta quarta (9) pelo Ministério da Defesa sobre o sistema eletrônico de votação. Generais chamaram o anúncio de "bala de festim bolsonarista" para alimentar teorias de conspiração dos apoiadores do presidente, derrotado nas eleições por Lula.

 

Nas palavras de um general: "Não tem fato, mas podemos esperar factoides".
O relatório não teve, segundo generais, participação dos comandos das Forças Armadas, o que incomoda Bolsonaro.

 

Transição

 

Fotos: Reprodução

 

Nas Forças Armadas, a expectativa é que o governo Lula defina logo o comando do Ministério da Defesa e do Exército.

 
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Eles dão como certo volta de civil ao ministério: apostam em um perfil de alguém como Aldo Rebelo, ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff e em alguém com "alguma influência ligada ao setor".

 

Para o Comando do Exército, três nomes da Força são citados: general Júlio Cesar de Arruda, chefe do Departamento de Engenharia e Construção, Valério Stumpf Trindade, chefe do Estado-Maior, e Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante militar do Sudeste.

 

Fonte: Com informações do Portal G1

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