Indicado por Lula para o STF, advogado-geral da União declara que está pronto para o escrutínio constitucional e que fará articulação diária no Congresso até a sabatina, marcada para 10 de dezembro
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou após uma conversa com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), que pretende conversar com todos os 81 senadores antes da sabatina que definirá a nomeação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, o ministro destacou que não fará distinção entre parlamentares governistas e oposicionistas durante o processo de articulação política. Messias descreveu as primeiras reuniões como positivas e disse estar “muito animado” com as sinalizações recebidas.
Segundo ele, o cronograma imposto pelo Senado é curto, mas possível de ser cumprido até a data prevista para a sabatina, marcada para 10 de dezembro. “Não cabe a mim escolher a data. Essa é uma competência do Senado. Estou pronto para me submeter ao escrutínio constitucional da Casa”, declarou. Messias ressaltou que a prioridade, até lá, será dialogar com todas as bancadas e garantir que os parlamentares tenham segurança sobre sua indicação.
O ministro afirmou que já conversou com diversos senadores nas últimas horas, entre eles Confúcio Moura, Lucas Barreto e Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De acordo com Messias, as primeiras agendas demonstraram receptividade. “Foram ótimas conversas. Estou muito animado”, afirmou ao deixar o Senado. Ele também garantiu que falará com todos os parlamentares, incluindo os críticos ao governo, reiterando que “durante a sabatina não existe oposição nem situação, apenas senadores”.
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Foto: Reprodução/Google
Messias também minimizou especulações de que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estivesse estremecida. Ele afirmou que pretende encontrá-lo ainda nesta semana e reforçou que mantém boa convivência com o senador. “Está tudo ótimo com Davi. Tenho muito carinho pelo Senado. Trabalhei quatro anos aqui, é minha segunda casa”, disse.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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