18 de Abril de 2026

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Saúde - 26/09/2025

Mês do adolescente: ida ao urologista desde cedo contribui para a formação da cultura do cuidado na população masculina

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Foto: Divulgação

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia reforçam a necessidade de conscientização. Segundo a entidade, meninos vão 18 vezes menos ao urologista

A adolescência é um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Nesse cenário, a consulta com o urologista pode desempenhar papel essencial na prevenção, no diagnóstico precoce de alterações e na orientação sobre saúde sexual e reprodutiva. O alerta é do cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Giuseppe Figliuolo, presidente da seccional amazonense da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

 

De acordo com o especialista, levar meninos ao urologista ainda na adolescência é um investimento em saúde e qualidade de vida. “É muito comum que os pais levem as meninas ao ginecologista desde cedo, mas, infelizmente, o mesmo não acontece com os meninos. Isso faz com que alterações urológicas passem despercebidas e que faltem orientações importantes durante a puberdade”, afirma Figliuolo.

 

No mês em que se comemora o Dia do Adolescente, o especialista explica que, entre as alterações mais frequentes nessa fase, é também na infantil, estão: varicocele, condição caracterizada pela dilatação de veias no escroto e que pode afetar a fertilidade; criptorquidia, quando o testículo não se encontra na bolsa escrotal; fimose (condição em que a pele que cobre o prepúcio, impedindo a higienização do pênis); balanopostite (inflamação da glande e do prepúcio; hérnias inguinais e hidrocele (acúmulo de líquido na bolsa escrotal), problemas que podem causar desconforto e complicações se não tratados.

 

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Doutor em Saúde Pública, Figliuolo destaca que, outro ponto importante, é a orientação durante a puberdade, quando surgem dúvidas naturais sobre o desenvolvimento dos órgãos genitais, secreções, higiene íntima e função sexual. “O urologista tem um papel educativo fundamental, ajudando o adolescente a entender o que é normal e quando deve procurar ajuda. Além disso, é o momento de falar sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), uso correto do preservativo e vacinação contra o HPV, importante arma contra doenças como o câncer de pênis é que pode garantir mais segurança ao longo da fase adulta também ”, explica o médico.


Meninos vão menos ao urologista que meninas ao ginecologista

 


Dados da Sociedade Brasileira de Urologia reforçam a necessidade de conscientização. Segundo a entidade, meninos vão 18 vezes menos ao urologista do que as meninas ao ginecologista. Por isso, campanhas educativas como a “Vem pro Uro”, desenvolvida pela SBU, voltada a ampliar a adesão dos meninos ao consultório urológico, são tão importantes.

 

Para Figliuolo, esse cenário pode ser também uma oportunidade de desmistificar a ida do adolescente ao urologista e aproximar as famílias desse cuidado. “A primeira consulta pode ser também uma forma de criar vínculo com o especialista e construir uma cultura preventiva. A urologia não deve ser lembrada apenas na vida adulta ou diante de problemas de próstata. É na adolescência que podemos preparar o jovem para uma vida sexual saudável e para a prevenção de doenças futuras”, destaca Giuseppe Figliuolo.

 

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Fotos: Divilgação
 

“Quanto mais cedo desmistificarmos esse cuidado, mais chances teremos de formar homens adultos conscientes da própria saúde”, conclui o especialista da Urocentro Manaus. 

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