18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 15/11/2025

Menopausa: as respostas para as dúvidas mais frequentes

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Foto: Reprodução/Google

Especialista esclarece mitos, sintomas e fases dessa transição na vida das mulheres

A menopausa ainda é, para muitas mulheres, um território cercado de dúvidas, tabus e desinformação. Mas, para a médica e pesquisadora Fabiane Berta, referência nacional no tema, esse período marca o início de uma nova etapa — mais consciente, lúcida e autônoma. “Costumo dizer que a menopausa não é o encerramento da feminilidade. É o início de uma versão mais dona de si, que busca informação, cuidado e qualidade de vida”, afirma.Em entrevista ao iG Delas, Fabiane destacou que o assunto é uma questão de saúde pública. Ela é mestranda no setor de Climatério e Menopausa e pesquisadora adjunta em Endometriose e Dor Pélvica pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).

 

“Quando falamos de menopausa, estamos falando de milhões de mulheres no Brasil. Existem mais de 70 sintomas possíveis durante o climatério e a menopausa. Ignorar isso é ignorar a saúde pública feminina”, alerta. Para ela, a informação, a escuta e o tratamento individualizado são pilares fundamentais do cuidado com a mulher. A especialista explica que a menopausa é o momento em que os ovários deixam de funcionar e o corpo passa 12 meses sem menstruar. Mas o processo é muito mais complexo do que um simples evento ginecológico.

 

“A menopausa é sobre cuidar de mães, esposas, líderes, médicas, jornalistas, donas de casa. É cuidar de metade do país”, reforça. Os sintomas mais conhecidos estão as ondas de calor e os suores noturnos, mas Fabiane alerta que os impactos vão muito além. A fase também pode afetar emoções, cognição, libido, sono e desempenho profissional. “Os sintomas mais intensos incluem insônia, lapsos de memória, alterações de humor, secura vaginal, queda da libido e risco aumentado de osteoporose e doenças cardiovasculares”, enumera.

 

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Outros sinais comuns são irregularidade menstrual, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, ganho de peso e perda de massa óssea. Segundo a médica, a forma como cada mulher sente a menopausa é única. “A escuta é essencial. Cada corpo reage de um jeito, e isso precisa ser respeitado”, diz.

 

O período de transição, conhecido como climatério, pode durar anos, e varia de mulher para mulher. “Hoje vivemos mais e queremos viver melhor. Por isso, a menopausa deve ser encarada como o início de uma nova fase — e não o fim de nada.”A idade média em que a mulher entra na menopausa é entre 49 e 52 anos, mas Fabiane destaca que há casos de menopausa precoce, que acontece antes dos 40 e exige atenção médica. “Mesmo antes da última menstruação, o corpo já começa a se transformar. O cérebro, o osso e o humor mudam antes dos ovários pararem completamente”, explica.

 

Ela também esclarece um dos mitos mais comuns: menstruar cedo não significa entrar na menopausa mais cedo.“A idade da primeira menstruação não determina o início da menopausa. Fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida têm mais influência. Cada caso deve ser analisado individualmente”, pontua. Fabiane destaca ainda a perimenopausa, fase que antecede a última menstruação e pode durar de alguns meses a até uma década. Durante esse período, os níveis de estrogênio e progesterona oscilam intensamente, causando sintomas semelhantes aos da menopausa. “Muitas mulheres acham que estão apenas estressadas, mas o corpo está avisando que algo está mudando”, explica.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Alterações no ciclo, como menstruar duas vezes no mês, também merecem atenção. “Pode ser um sinal de que o corpo está entrando no climatério, mas também pode estar relacionado a miomas, pólipos ou desequilíbrios hormonais. É fundamental investigar antes de tirar conclusões”, orienta. A possibilidade de engravidar, Fabiane explica que, tecnicamente, a menopausa marca o fim da função reprodutiva natural. “Após a última menstruação, com os hormônios ovarianos muito baixos, a gravidez espontânea é extremamente improvável. Mas, como algumas mulheres confundem pequenos sangramentos com ciclos férteis, sempre recomendo fazer exames antes de afirmar qualquer coisa.”

 
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Para saber se está na menopausa, o corpo é o primeiro a dar sinais: ausência de menstruação por 12 meses, ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal, irritabilidade e lapsos de memória são os mais característicos. Os exames hormonais ajudam, mas, segundo a médica, nada substitui uma boa consulta. “Escuta, acolhimento e tratamento personalizado são fundamentais. Muitas de nós não fomos preparadas para essa fase, e isso precisa mudar”, defende. 

 

Fonte: com informações iG

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