Curso será lançado neste 1º de setembro, às 15h, no Portal de Boas Práticas do IFF/Fiocruz e estará disponível para todos os profissionais de saúde no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do IFF/Fiocruz.
Apesar de impactar as mulheres em algum momento da vida, a menopausa ainda é cercada de tabus, falta de informação e dificuldade de abordagem no sistema de saúde. Para mudar esse cenário, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) lidera duas iniciativas estratégicas da Coordenação Geral de Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde. O curso "Cuidado da Saúde durante a Transição para Menopausa e Pós-Menopausa na Atenção Primária à Saúde (APS)", em formato autoinstrucional, e a atualização do Manual do Climatério, diretriz nacional de referência no tema, publicado em 2008.
O curso será lançado neste 1º de setembro, às 15h, no Portal de Boas Práticas do IFF/Fiocruz e estará disponível para todos os profissionais de saúde no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do IFF/Fiocruz. Já a nova versão do Manual tem previsão de lançamento em novembro.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil, ou 7,9% da população feminina, estão vivendo na faixa etária da transição para a menopausa e pós menopausa. Apesar desse número expressivo, menos de 250mil pessoas foram diagnosticadas pelo SUS.
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Estudos publicados na revista científica Climateric mostram que 82% das brasileiras nessa faixa etária apresentam sintomas que comprometem sua qualidade de vida. Entre essas pessoas, destaca-se a menopausa precoce, quando a perda das funções ovarianas ocorre antes dos 40 anos, um fenômeno que afeta diretamente milhões de brasileiras e que exige atenção especializada para minimizar impactos físicos, emocionais e sociais.
Segundo a analista de Gestão da Coordenação de Ações Nacionais e de Cooperação do IFF/Fiocruz, Maria Teresa Massari, essas iniciativas têm como objetivo qualificar o cuidado e ampliar o acesso a informações confiáveis, combatendo mitos e fortalecendo o acolhimento às mulheres nesta fase da vida. “O grande diferencial é oferecer aos profissionais da APS conteúdos baseados em evidências científicas consistentes. Assim, garantimos não apenas o tratamento adequado, mas também suporte físico, mental e social às mulheres que vivenciam essa transição”, afirma.
Curso: linguagem acessível e foco na prática
Estruturado em cinco módulos, o curso traz desde aspectos históricos e epidemiológicos até orientações práticas sobre diagnóstico, terapias medicamentosas e não medicamentosas disponíveis no SUS, estratégias de acompanhamento em situações de risco, além de capítulos dedicados a condições específicas, como rastreio ao câncer de mama, HIV e saúde da população LGBTQIAPN+. O material também apresenta experiências na Atenção Primária à Saúde e promove a educação em saúde, por meio da organização de grupos e estratégias voltadas para mulheres nessa fase.

Manual: diretriz nacional mais robusta
O Manual atualizado, por sua vez, contará com 16 capítulos, ampliando o escopo da edição anterior. “Além de detalhar as condutas clínicas, trará recomendações para o cuidado de populações minorizadas, como mulheres indígenas, em situação de vulnerabilidade e outras especificidades de saúde”, explica Maria Teresa. Ele está sendo construído com apoio de especialistas de todo Brasil, incluindo Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e Associação Brasileira de Enfermeiros de Família e Comunidade (Abefaco).
Impacto social e profissional
Para além da esfera clínica, os materiais também dialogam com os efeitos sociais da transição para menopausa e pós menopausa; Maria Teresa destaca. “Ao terem suas necessidades reconhecidas e atendidas pelos profissionais de saúde, as mulheres desenvolvem maior confiança para enfrentar os desafios dessa fase, tanto na vida pessoal quanto no mercado de trabalho”.
Políticas públicas e alcance nacional

Fotos: Reprodução/Google
A iniciativa integra a estratégia do MS para fortalecer o cuidado às mulheres no SUS, levando informações qualificadas a profissionais de todo o país e promovendo mais acesso, acolhimento e empoderamento feminino.
A oferta do curso e a atualização do Manual se complementam como estratégias fundamentais para qualificar a prática clínica dos profissionais de saúde e ampliar o cuidado integral às mulheres em transição para a menopausa e pós-menopausa. Além disso, o curso por seu caráter autoinstrucional e gratuito, democratiza o acesso a conhecimentos atualizados e aplicáveis no cotidiano da APS, e o Manual consolida-se como diretriz nacional de referência, visando desenvolver um padrão de condutas clínicas. Juntas, essas ações visam fortalecer o SUS e promover mais qualidade de vida para milhões de brasileiras.
Fonte: Com informações Agência Gov
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