A Polícia Civil investiga o caso.
Uma menina indígena, de 11 anos, foi vítima de estupro coletivo próximo à Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), no bairro Monte Cristo, Zona rural de Boa Vista, Roraima. Quatro suspeitos, sendo dois adultos de 20 e 21 anos e dois adolescentes de 15 e 17 anos, foram encontrados ao redor da vítima. Os homens foram presos e os adolescentes apreendidos. A Polícia Civil investiga o caso.
De acordo com a Polícia Militar de Roraima (PMRR), uma equipe da Força Tática recebeu um chamado, via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciops), na noite de segunda-feira, 18. Ao chegarem à Casai, os policiais encontraram os suspeitos próximos à menina. Segundo relatos de testemunhas, eles embebedaram a vítima em uma área de mata, próxima à Casai. Após ela ingerir álcool, não pôde resistir aos suspeitos, que segundo a polícia, agrediram e abusaram sexualmente dela, deixando-a no chão.
A equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e a vítima foi levada ao Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) para exames médicos. A menina recebeu atendimento médico após o ocorrido. O resultado dos exames não foi divulgado.
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Dados
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Roraima tem a maior taxa de casos de estupro e de estupro de vulnerável, por habitante, entre os Estados, com 114,1% para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o 16° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho deste ano. Os dados são referentes aos registros de 2022. O Estado também é o primeiro no ranking de tentativa de estupro e estupro de vulnerável.
Em números absolutos, em 2022, foram 726 casos de estupro e estupro de vulnerável, uma média de quase dois registros por dia. Em um ano, foram 173 casos a mais do que em 2021, quando tiveram 553 vítimas.
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Fotos: Reprodução Google
Além disso, Roraima foi o segundo Estado com o maior aumento no número de casos, em um ano, com um percentual de 28,1%, e ficou atrás, apenas, do Amazonas, que passou de 603 para 836, um aumento de 37,3%. A taxa de Roraima é maior que a nacional: no Brasil, essa taxa foi de 36,9% por 100 mil habitantes.
Fonte: com informações da Revista Cenarium
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