16 de Maio de 2026

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Política - 18/03/2026

Mendonça prorroga inquérito sobre Banco Master por 60 dias a pedido da PF

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Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Investigação já havia sido postergada em janeiro, quando o caso ainda era relatado pelo ministro Dias Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça prorrogou por mais 60 dias o inquérito que apura irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Ele atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que disse precisar de novas diligências para esclarecer os fatos.

 

“A Polícia Federal requer nova prorrogação de prazo para a realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos. Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais 60 dias”, diz a decisão, que também intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre a prorrogação.

 

Esta é a segunda vez em que o inquérito foi prorrogado. A primeira foi em janeiro, quando o caso ainda era relatado pelo ministro Dias Toffoli. Ele saiu da relatoria após a PF entregar ao Supremo um relatório com citações ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, que está preso.

 

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A investigação apura a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito ao BRB e uma estrutura de ativos inflados que teria elevado artificialmente o patrimônio do Master. Entre os investigados estão diretores do Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos ligados às instituições financeiras.

 

Fotos: Rosinei Coutinho/SCO/STF

 

O caso Master começou em novembro com a liquidação por insolvência do banco, que deixou cerca de R$ 40,6 bilhões em dívidas para aproximadamente 800 mil investidores. O escândalo acabou se transformando em uma investigação que aponta para vínculos suspeitos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e figuras da política e do Judiciário, a sete meses das eleições presidenciais.

 

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Vorcaro e outros suspeitos foram presos no dia 4 de março no âmbito da Operação Compliance Zero. Um dos principais aliados do empresário — Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” — tirou a própria vida dentro da prisão. O caso forçou a saída do ministro José Dias Toffoli como relator do processo, após virem à tona vínculos entre o magistrado e o entorno de Vorcaro. Toffoli negou qualquer irregularidade. Além dele, o ministro Alexandre de Moraes é apontado como uma das figuras presentes entre os contatos do ex-banqueiro.

 

Fonte: com informações da Revista IstoÉ 

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