Macron disse que irá permanecer "inflexível face ao odioso anti-semitismo"
Um memorial que homenageia as vítimas do Holocausto em Pari foi pichado com mãos vermelhas. O ato de vandalismo foi descrito como “inexprimível” pela presidente da Câmara da capital francesa, Anne Hidalgo. O Muro dos Justos foi vandalizado durante a madrugada de segunda, 13, e terça-feira, 14, juntamente com cerca de dez outros locais no Marais, o bairro judeu de Paris.
Dia 14 de maio é o aniversário da primeira grande captura de judeus pela polícia francesa em 1941. O memorial tem o nome de mais de 3.900 pessoas que ajudaram a salvar o povo judeu na França, durante a ocupação nazista no país.
Para Hidalgo, o ato é considerado um possível anti-semitismo. "Nenhuma causa pode justificar tais degradações que sujam a memória das vítimas da Shoah e dos Justos que salvaram judeus em risco de vida”, disse a presidente da Câmara de Paris.
Veja também

Biden aumenta tarifas sobre veículos elétricos chineses, intensificando guerra comercial
Putin se diz aberto a diálogo sobre a Ucrânia, mas faz exigências
.jpeg)
Foto: Reprodução Google
Ariel Weil, o prefeito dos distritos centrais de Paris, postou fotos dos danos nas redes sociais e disse: “No mesmo dia do aniversário deste evento que prefigura a batida policial de Vel'd'Hiv, onde muitas crianças foram presas antes de serem exterminadas, os muros do Marais em frente às creches e escolas foram profanados”.
Para Emmanuel Macron, presidente da França , o ato representa a tentativa de "minar a memória destes heróis, bem como a das vítimas da Shoah". "Degradar o Muro dos Justos entre as Nações, a barreira do Iluminismo contra o nazismo, é minar a memória destes heróis, bem como a das vítimas da Shoah. A República, como sempre, permanecerá inflexível face ao odioso anti-semitismo", declarou o líder francês nas redes sociais.
Fonte: com informações do Portal iG
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.