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Comportamento - 17/02/2026

Memes ultrapassam as telas e ganham o Carnaval

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Foto: Reprodução

Especialista analisa como os memes mudam nossa identidade na era digital

Todo ano é assim: basta chegar o carnaval para que personagens improváveis dominem os blocos. Não são apenas figuras tradicionais ou celebridades: são prints, frases virais, vídeos curtos e cenas que nasceram nas redes sociais. O que começa como piada no feed termina estampado em camisetas, maquiagens e fantasias criativas. O meme, linguagem típica da Internet, atravessa a tela e ganha corpo - e alma carnavalesca.

 

Para a jornalista, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e doutora em Ciências da Informação, Cristiane Barbosa, esse movimento revela uma mudança profunda na forma como vivemos o digital. “Quando um meme sai da Internet e vira fantasia de carnaval, isso mostra como o digital já faz parte da nossa vida social de verdade. Não é mais um ‘mundo paralelo’”, afirmou ao BEM VIVER de sábado (14).

 

Segundo ela, a construção de identidade passa, cada vez mais, pelo repertório compartilhado online. “Vestir um meme é uma forma de dizer: ‘Eu entendo essa referência’, ‘Eu faço parte desse grupo’, ‘Eu vivi esse momento’. É quase um código de reconhecimento coletivo".

 

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Foto: Reprodução

 

Em um país onde mais de 80% da população está conectada, segundo a pesquisa TIC Domicílios (Cetic.br), o repertório digital já se consolidou como repertório cultural amplo. Mas se fantasiar de meme não significa apenas reproduzir uma piada. “Dificilmente é só piada. Meme é uma forma muito contemporânea de comentar o mundo. Ele pode ser engraçado, mas também carrega crítica, ironia e posicionamento”, explicou Cristiane.Ao sair das telas, o meme transforma o corpo em suporte de narrativa. “É como se o corpo virasse extensão da timeline”, completou a  jornalista.

 
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Linguagem contemporânea

 

A força dessa linguagem ficou evidente, por exemplo, durante a pandemia. Em meio ao medo e à tensão, os memes ajudaram a traduzir sentimentos coletivos. “Eles funcionam como linguagem coletiva, condensam sentimentos sociais em imagens simples e rápidas”. No carnaval, essa condensação vira performance pública, compartilhada ao vivo, em ritmo de festa. 

 

Fonte: com informações Acrítica

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