Muito tem se falado sobre os dilemas enfrentados pelas mães que almejam se desenvolver profissionalmente e ter tempo em quantidade e qualidade com a família
A maternidade é uma experiência multifacetada na vida de toda mulher. Ela traz muitos aprendizados e desafios, principalmente o de conciliar, entre os diversos papéis da mulher moderna, a carreira com o convívio e a criação dos filhos.
Muito tem se falado sobre os dilemas enfrentados pelas mães que almejam se desenvolver profissionalmente e ter tempo em quantidade e qualidade com a família e se continuamos falando é que ainda não encontramos o ponto ótimo ou pelo menos o equilíbrio entre estes dois mundos.
Não importa a função que a mulher exerce, é perceptível que a grande maioria passa pelo mesmo dilema do quanto priorizar e como se dividir entre a maternidade e a própria carreira. São muitas as reflexões neste período e, várias vezes, a sensação de culpa e cansaço. É o que destaca o relatório “Esgotadas: empobrecimento, a sobrecarga de cuidado e o sofrimento psíquico das mulheres”, publicado pela ONG Think Olga em maio de 2023.
Veja também

Janeiro branco: Se atentar aos sinais do corpo, com André Ramiro
Autoestima lá para cima! 6 dicas indispensáveis de autocuidado
(772).jpg)
Segundo o relatório, 86% das entrevistadas consideram que têm uma carga de responsabilidade muito grande.O levantamento aponta também que as mães-solo são as mais sobrecarregadas. Insegurança financeira e as duplas ou triplas jornadas são os dois principais fatores de pressão sobre a saúde mental feminina.
Famílias que passam pelos mesmos dilemas – não só mães, mas pais, as próprias crianças/adolescentes, são importantes redes de apoio. Elas proporcionam, em diferentes esferas da nossa sociedade, escuta ativa, conforto (de ver outros exemplos como o seu, “não estou sozinha”, “deu tudo certo no final, as crianças cresceram bem e independentes”) assim como provocações (ideias diferentes) e inspiração.
(457).jpg)
Fotos: Reprodução/Google
As empresas, na figura dos gestores, colegas de trabalho e da cultura organizacional, são fundamentais nesta jornada. Sempre fazem a diferença ações práticas, como flexibilidade, auxílio creche, licença maternidade estendida, e reintegração após licença-maternidade. Mas igualmente estratégico é investir na segurança psicológica para as mães e suas famílias, num ambiente profissional acolhedor e inclusivo, que fala sobre o tema.
Como mãe e executiva à frente dos debates que fomentam a representatividade feminina no mercado editorial, afirmo que é preciso promover trocas baseadas no diálogo transparente e propositivo. Entender a decisão, as consequências e o que podemos fazer a respeito do fato de tantas mulheres saírem do mercado corporativo, evitarem determinados cargos, em especial os de liderança.
Fonte: com informações do Portal Uol
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.