Cruzamentos eleitorais indicam desgaste justamente no segmento que sustenta o bolsonarismo: os eleitores evangélicos
A disputa presidencial de 2026 pode estar revelando uma mudança silenciosa no eleitorado mais estratégico da extrema direita brasileira. Embora Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantenha estável na bolha extremista, os sinais de desgaste entre os evangélicos passaram a chamar atenção de analistas políticos após a repercussão dos áudios e revelações envolvendo o caso Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O alerta surge da comparação entre levantamentos realizados antes e depois da crise.A disputa presidencial de 2026 pode estar revelando uma mudança silenciosa no eleitorado mais estratégico da extrema direita brasileira. Embora Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantenha estável na bolha extremista, os sinais de desgaste entre os evangélicos passaram a chamar atenção de analistas políticos após a repercussão dos áudios e revelações envolvendo o caso Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O alerta surge da comparação entre levantamentos realizados antes e depois da crise.O desempenho era considerado decisivo porque os evangélicos representam um dos grupos mais organizados e fiéis do campo conservador, funcionando como núcleo duro da campanha bolsonarista.
Veja também

Cela que Bolsonaro ocupou é preservada na Papudinha para eventual retorno
Mudança de trajetória
.jpg)
A situação começou a mudar após a divulgação das notícias envolvendo as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em junho apontou que o senador perdeu nove pontos percentuais entre os evangélicos, enquanto Lula avançou sete pontos no mesmo segmento. Segundo o levantamento, o presidente passou de 24% para 31% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos, reduzindo significativamente a distância que separava os dois adversários.

O movimento ocorreu justamente após semanas de repercussão nacional das informações relacionadas ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro e às investigações envolvendo o banco Master.Embora nenhuma pesquisa permita afirmar uma relação direta de causa e efeito, a coincidência temporal entre a divulgação do caso e a queda registrada pela Quaest transformou o eleitorado evangélico em um dos principais pontos de observação da campanha.
Datafolha mostra resistência nacional

Fotos: Reprodução/Google
O aspecto mais curioso do quadro eleitoral é que o desgaste entre evangélicos ainda não provocou um colapso total da candidatura da extrema direita no agregado nacional. A pesquisa Datafolha divulgada no final da semana passada mostra Lula liderando um eventual segundo turno por 47% a 43%, repetindo praticamente o cenário observado no mês anterior. No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, contra 31% do senador do PL.
Fonte: com informações BNC
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.