O ato reúne caminhada, shows e atividades culturais para defender direitos de pessoas trans e travestis, com organização da Antra e do Ibrat
A Marsha Trans Brasil ocupa a Esplanada dos Ministérios no domingo, 25/01 a partir das 13h, em Brasília. O ato reúne caminhada, shows e atividades culturais para defender direitos de pessoas trans e travestis. A organização é da Antra e do Ibrat. A concentração ocorre em frente ao Congresso Nacional. O encerramento acontece no Teatro Nacional.
O evento é organizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais e pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades . A mobilização reúne lideranças políticas, artistas e representantes de movimentos sociais. A proposta é reforçar a centralidade da pauta trans na democracia brasileira. Entre as presenças confirmadas estão a deputada federal Erika Hilton e a cantora Pepita. Também participam as deputadas estaduais Linda Brasil, de Sergipe, e Dani Balbi, do Rio de Janeiro. A lista inclui ainda as vereadoras Amanda Paschoal, de São Paulo, Juhlia Santos, de Belo Horizonte, e Natasha Ferreira, de Porto Alegre.
Como aliados parlamentares, estão confirmados a deputada Erika Kokay e o deputado distrital Fábio Felix, ambos do Distrito Federal. Representantes de ministérios do governo federal também participam da programação política e institucional do evento. “São mais de 65 entidades unidas, compostas por movimentos sociais nacionais e locais, sindicatos, organizações internacionais e ativistas comprometidos com a defesa dos direitos das pessoas trans e travestis”, afirma Bruna Benevides, presidenta da Antra.
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Lema e reivindicações centrais
Com o lema “Brasil soberano é país sem transfobia”, a edição de 2026 destaca pautas históricas do movimento trans. Entre os eixos estão o enfrentamento à violência e o direito ao reconhecimento legal da identidade de gênero. O ato também cobra a publicação imediata do Paes Pop Trans, programa federal voltado à saúde da população trans.
A manifestação defende medidas ligadas à educação e ao trabalho. O texto inclui a implementação de cotas para pessoas trans em universidades e concursos públicos. Também propõe programas de qualificação profissional e combate à transfobia institucional. Outro ponto central é a proteção de pessoas trans em situação de migração e refúgio. O evento reforça a valorização da memória dos movimentos sociais trans como base para políticas públicas e ações de reparação histórica.
Programação cultural e política

Foto: ReproduçãoInstagram
A programação começa no sábado (24), com a Jornada Ibrat, no St. Paul Plaza Hotel, e o Bailinho Trans, no Teatro dos Bancários. No domingo, após a caminhada, haverá shows com Pepita e apresentações de DJs em frente ao Teatro Nacional. À noite, ocorre o after com karaokê no Lah no Bar. Na segunda-feira (26), o Congresso Nacional recebe fóruns e seminários voltados a ativistas, famílias e juventudes trans. Às 17h, no Ministério dos Direitos Humanos, ocorre o ato de Visibilidade Trans Nacional.
Em seguida, acontece o lançamento do Dossiê da Antra 2026, que reúne dados sobre violências contra pessoas trans no Brasil. A programação termina na terça-feira (27) de janeiro, com o seminário “Educação para Transformar”. O encontro ocorre na sede da OAB-DF e discute políticas educacionais inclusivas e estratégias de combate à discriminação nas escolas e universidades.
Fonte: Com informações Portal Queer
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