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Celebridades - 14/05/2022

Marisa Monte vibra ao reencontrar fãs em Portas: 'Somos sobreviventes'

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Foto: Reprodução

A cantora traz o show da turnê Portas a Brasília, neste sábado (14/5), em única apresentação no Estádio Mané Garrincha

Após um hiato de quase quatro anos, os fãs brasilienses de Marisa Monte vão voltar a ouvir a voz ao vivo da musa da MPB. Neste sábado (14/5), a artista traz a turnê inédita Portas a Brasília, com a qual tem rodado o país e reencontrado um público sedento pós-pandemia. A apresentação acontece no Estádio Mané Garrincha, a partir das 21h.

 

A “pausa de mil compassos”, como a cantora renomeou a quarentena, foi uma fase difícil, com grandes desafios medos e incertezas, mas que a cada dia fica mais no retrovisor — ao menos para o setor de entretenimento, que retomou às atividades com força total.

 

Prova disso, é que o show de Marisa na capital federal encerra uma bem-sucedida temporada que estreou em São Paulo, foi para os Estados Unidos, e, de volta ao Brasil, já passou por Salvador, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza.

 

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“Tem sido emocionante voltar aos palcos e reencontrar meus fãs e amigos entre sorrisos e lágrimas para celebrar a vida através da música. Somos sobreviventes. Durante todo esse período, arte e música abriram as portas para o imaginário e nos ajudou a suportar o insuportável. A sensação é uma mistura de alegria, alívio e saudade”, adianta Marisa Monte, em entrevista ao Metrópoles.

 

Diferente da maioria dos artistas da atualidade, Marisa não condiciona a sua criação à pressão de gravadoras ou número de views em plataformas digitais. O respeito à música e ao tempo explicam o período de 12 anos sem um álbum de inéditas, jejum agora interrompido por Portas.

 

 

“Aprendi que a criação tem vida própria e seu próprio tempo. Sempre promovi ciclos na minha carreira, momentos de expansão, shows, viagens e visibilidade alternados com silêncio, recolhimento para reabastecer, escutar o meu coração e entrar em contato com a minha alma. Isso tudo pressupõe o respeito a mim mesma e à própria arte e sempre foi natural para mim”, considera.

 

O resultado da dedicação no estúdio são 17 faixas virtuosas e parcerias com Jorge Drexler, em Vento Sardo, e Seu Jorge e Flor, no hit Pra Melhorar, que finaliza a playlist. Na estrada, Marisa também conta com banda composta de músicos reconhecidos nacionalmente, entre eles, o sambista Pretinho da Serrinha e Davi Moraes, filho do eterno Moraes Moreira. Orgulhosa, a intérprete afirma que o som feito pelo “time dos sonhos” formado ainda por Dadi, Pupillo, Chico Brown, Antônio Neves, Eduardo Santanna e Lessa, nutre e inspira o seu canto.

 

Voz política

 

 

A maioria das músicas de Portas já estavam prontas quando a pandemia chegou ao Brasil. Contudo, os versos de Calma — que trata de um relacionamento a dois—, foram ressignificados pelos fãs que fizeram do refrão um hino para superar o momento agudo do país. “Quando eu fiz, não poderia imaginar em que contexto ela seria lançada anos depois, é o tipo de coisa que a gente não tem controle”, pontua Marisa Monte.

 

Alguns artistas usam o seu alcance e visibilidade para se posicionar partidariamente, outros preferem se abster desse debate. Enquanto isso, Marisa coloca a sua voz à disposição da evolução do coletivo social, com uma arte que prioriza ensinar (e aprender) através do amor.

 

 

“Eu compartilho todos os sentimentos de incerteza, angústias e medos desse momento trágico que estamos vivendo, mas através da arte quis oferecer uma resistência poética, criativa e amorosa. Isso é uma postura política civil, campo onde percebo os movimentos mais inspiradores. Política para mim não se resume a política partidária, é algo mais amplo, que tem mais a ver com relações humanas cotidianas, com diálogo, com o que a gente vive na vida real, no dia a dia, no trabalho, na família, na rua. Como a gente se comunica, se relaciona, se mistura, se soma e olha para o outro”, conclui.

 

Marisa Monte

 

Fotos: Reprodução

 

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Neste sábado (14/5), às 21h30, no Estádio Mané Garrincha. Ingressos variam de R$ 100 (cadeira gold) a R$ 500 (cadeira premium central). Valores referentes à meia-entrada. Doadores de 1 kg de alimento não perecível também pagam meia. À venda on-line. Não recomendado para menores de 14 anos. 

 

Fonte: Portal Metrópoles

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