A ministra irá receber a principal homenagem da OAB SP em um evento que reconhece lideranças femininas, indígenas e comunitárias
Marina Silva será homenageada no 41º Prêmio de Direitos Humanos Franz de Castro Holzwarth, concedido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo). A cerimônia reconhece pessoas e iniciativas que atuam na defesa de direitos e na proteção de territórios vulneráveis.
Criado em 1982, o prêmio leva o nome do advogado e ativista Franz de Castro Holzwarth e, há mais de quatro décadas, valoriza ações que atuam na defesa humanitária. Neste ano, marcado pelo COP30, o foco recaiu sobre trajetórias ligadas aos direitos humanos, justiça climática, proteção ambiental, defesa dos povos originários e fortalecimento de lideranças comunitárias. Segundo a organização, os homenageados possuem representação na proteção das florestas, no enfrentamento da violência e na preservação de culturas indígenas.
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Foto: Reprodução/Google
Principal homenageada da noite, Marina Silva é reconhecida internacionalmente por seu trabalho em políticas ambientais e pela defesa histórica de povos ribeirinhos, indígenas, comunidades negras e grupos tradicionais da Amazônia.
Historiadora e uma das ambientalistas mais influentes do mundo, a ministra simboliza para a premiação a resistência e o compromisso com um modelo de desenvolvimento ligado à justiça climática. Além de Marina, outras lideranças receberão menções honrosas. Renata Alves, de Paraisópolis, será reconhecida por sua atuação no enfrentamento à violência policial e por iniciativas de fortalecimento do território, como a Associação de Mulheres de Paraisópolis e o projeto Legado.
Já o Cacique Gilberto Awa Kuaray será homenageado por sua liderança na Aldeia Multiétnica Filhos desta Terra, em Guarulhos, um espaço dedicado à preservação cultural, ao cuidado ambiental e à troca cultural entre diferentes etnias. O prêmio é uma homenagem ao legado de Franz de Castro Holzwarth, ativista que lutou pelos direitos dos encarcerados e contra a violência institucional. O advogado faleceu em 1981 ao se oferecer como refém durante uma rebelião na prisão de Jacareí.
Fonte: com informações IstoÉ
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