Uma das integrantes do governo Lula com maior projeção internacional, ministra do Meio Ambiente comemora os avanços no combate ao desmatamento.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, emite um alerta grave sobre os perigos do negacionismo ambiental. Ela destaca que a meta de manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC, inicialmente prevista para 2043, já foi alcançada em 2023, intensificando a urgência de ações concretas para evitar uma catástrofe climática. "Não há mais janela para erro, e ultrapassar essa marca seria desastroso. Estamos trabalhando incansavelmente para cumprir as metas até 2050", afirma a ministra.
Sob a gestão do presidente Lula, o desmatamento na Amazônia despencou em 47%, um feito que Marina atribui à eficácia de um plano de preservação bem-sucedido. Ela planeja replicar essa estratégia em outros biomas, como o Cerrado e o Pantanal, onde a situação é mais preocupante. "A legislação atual permite que apenas 20% da Amazônia sejam explorados, mas no Cerrado, 80% podem ser devastados. Isso é insustentável", adverte Marina.
A ministra também critica duramente as leis aprovadas durante o governo de Jair Bolsonaro, que flexibilizaram a proteção de áreas de preservação permanente, permitindo construções próximas a rios e encostas. "Essas mudanças são um grande retrocesso e já causaram danos devastadores, como vimos recentemente no Rio Grande do Sul", lamenta.
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Foto: Reprodução/Google
Aos 66 anos, Marina Silva, uma das figuras de maior prestígio internacional do governo Lula, reconhece os desafios imensos que enfrenta, mas permanece firme em sua convicção de que o Brasil pode ser um líder global na preservação ambiental. "O apoio da sociedade é crucial. Estamos em uma guerra contra o tempo e contra as forças que querem destruir nosso futuro. Precisamos de políticas públicas baseadas em evidências e diálogo com todos os setores da sociedade", conclui a ministra.
Essa é a mensagem que Marina Silva levará para o G20: o Brasil está comprometido com a liderança na luta contra a crise climática, mas o tempo para agir é agora. A batalha para proteger o meio ambiente não pode esperar.
Fonte: com informações do Correio Braziliense
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