04 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 25/02/2025

Mariana Gabriel: a história da primeira mulher palhaço do Brasil vira filme

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Foto: Reprodução/Google

Ciclo de atividades que enfocam a mulher no circo e a presença delas no universo circense.

Mariana Gabriel ou palhaça Birota, integrante da quarta geração de uma família de circo, fez um filme sobre sua avó, Maria Elisa Alves dos Reis, uma palhaço negra, numa época em que só homens brancos tinham esse direito. O documentário “Minha Avó Era Palhaço”, fruto de um projeto de pesquisa de Mariana, ficou pronto em 2016 e agora roda o Brasil, gerando debates sobre racismo, feminismo e nova geração das funções dos palhaços.

 

Desde seu lançamento, 90 exibições, de um total de 107, aconteceram em festivais de circo e não em festivais de cinema. Durante as filmagens, ela foi presenteada com um livro que citava sua avó. “Não tem o nome dela, nem do palhaço Xamego, que ela representava, mas fala de uma mulher que atuou no Guarani depois que o palhaço oficial do circo teve um grave problema de saúde.

 

Meu tio-avô! Conta que ela assumiu o papel escondida do público, já que não havia mulheres palhaços àquela época, mas que um dia uma menina levantou a lona do circo e viu o palhaço amamentando uma criança. Hoje consigo falar disso sem chorar”, conta Mariana.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

A descoberta do livro mexeu com a família e foi o que impulsionou a pesquisa sobre sua avó e a vontade de fazer um filme em homenagem a ela. Mariana descobriu que o Circo Guarani, da sua família, foi um dos maiores circos do país em 1932. “Todo circo é o grande circo, mas quão grande era o Guarani? Não sei. A história do meu bisavô é muito curiosa – um homem negro que, 15 anos após a abolição, é um grande empresário, um grande dono de circo no início do século 20. Como? É uma história muito doida”, diz, acrescentando que uma nova pesquisa, focada no circo, está começando a ser feita.

 

O projeto do filme foi inscrito em um edital da Fundação Nacional de Artes (Funarte), sendo comtemplado em 2014 com verba para a pesquisa. “Com essa verba, que era só para a entrega de uma pesquisa escrita, a gente incluiu dinheiro do próprio bolso e fez um blog do palhaço Xamego e o documentário. Fomos guerrilheiros”, contou.

 
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O filme de 52 minutos ficou pronto dois anos depois, em 2016. “Minha avó viveu 98 anos, a época áurea e a decadência do circo. Acho que, com o filme, traçamos a história do circo no Brasil junto com a história dela”, diz. 

 

Fonte: com informações Poratl Mulher

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