08 de Dezembro de 2025

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Esporte - 24/10/2025

Maria Clara Pacheco, do time Bolsa Atleta, é campeã mundial de taekwondo

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Foto: Divulgação

Brasileira integrante do Bolsa Atleta derrota na final a atual campeã olímpica e, com o resultado conquistado na China, repete, depois de 20 anos, o feito de Natália Falavigna, até então a única campeã mundial da modalidade pelo país

A paulista Maria Clara Pacheco conquistou nesta sexta-feira, 24 de outubro, um resultado histórico para o taekwondo e o esporte brasileiros. Aos 22 anos, ela sagrou-se campeã mundial da modalidade em Wuxi, na China, ao derrotar na final da categoria até 57 quilos a atual campeã olímpica, a sul-coreana Yu-Jin Kim, por 2 x 0. É uma emoção que não consigo explicar, é a primeira vez que ganho um título tão importante e era realmente o objetivo do ano. Estou muito feliz, agradeço a todos que estavam na torcida", comemorou Maria Clara Pacheco.

 

Com o resultado, Maria Clara, apoiada pelo Bolsa Atleta na categoria Bolsa Pódio, a mais alta do programa de patrocínio direto do Governo do Brasil, repete um feito registrado há 20 anos. Em 2005, Natália Falavigna se tornou, em Madri, na Espanha, a primeira e até então única brasileira a conquistar o ouro em um mundial de taekwondo, naquela ocasião na categoria até 72 quilos.

 

“É uma emoção que não consigo explicar, é a primeira vez que ganho um título tão importante e era realmente o objetivo do ano. Estou muito feliz, agradeço a todos que estavam na torcida e mando um abraço especial para minha mãe, meu pai, e dedico essa vitória ao meu treinador, que tornou tudo possível”, afirmou Maria Clara ao portal Olimpíada Todo Dia.

 

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Presença assídua

 


Maria Clara tem a trajetória típica de uma esportista que cresce na modalidade acompanhada pelo avanço nas categorias do Bolsa Atleta. A campeã mundial foi contemplada em seis editais do programa desde 2017. Iniciou na categoria de Base e passou pela Nacional e Internacional. até se consolidar, desde 2024, na Bolsa Pódio. Atualmente, 416 atletas do taekwondo são apoiados pelo programa: 359 no taekwondo olímpico, 54 no taekwondo paralímpico e três no taekwondo para surdos.

 

“Com muito orgulho festejamos essa conquista da Maria Clara que, com garra, talento e dedicação, se sagrou campeã mundial. Um feito histórico com o apoio do Bolsa Atleta, que esteve ao seu lado, oferecendo suporte profissional, financeiro e institucional para que ela pudesse treinar, competir e se desenvolver com excelência", ressaltou o ministro do Esporte, André Fufuca.

 

"A vitória da Maria Clara é também a vitória do Brasil, da política pública que acredita no esporte e investe no sonho dos nossos atletas”, completou Fufuca. No mês passado, Maria Clara participou, como embaixadora e referência do taekwondo, dos Jogos da Juventude, evento para as categorias de base realizado em Brasília.


Impecável

 


No caminho dourado na China, Maria Clara, que desembarcou em Wuxi como líder do ranking mundial, deixou claro o altíssimo nível em que se encontra. Das cinco lutas que percorreu até o título, venceu quatro por 2 x 0, tendo perdido apenas um round, nas quartas de final. A brasileira teve ainda uma revanche importante na semifinal. Ela superou a chinesa Luo Zongshi, responsável pela eliminação da brasileira nas quartas dos Jogos Olímpicos de Paris. Antes, Maria Clara já havia superado, pela ordem, a portuguesa Leonor Correia, a espanhola Laura Marquina e a estadunidense Faith Dillon.

 

Integrante da comissão da delegação brasileira em Wuxi, a campeã mundial e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, Natália Falavigna, se disse emocionada com o resultado. “O título mundial fala por si só, né? Maria é uma atleta que teve um ano impressionante. O título mundial vem coroar um ano em que ela ganhou tudo o que disputou no circuito mundial. É uma atleta que entrega um nível de performance gigantesco. Então, não só a medalha, mas a maneira, a forma com que ela luta, que ela encara a competição, como está dentro de quadra. É muito legal ver esse nível de performance que ela traz”, disse Falavigna.

 

“Pessoalmente, foi um privilégio ter a oportunidade de viver isso, de conquistar um título e reviver isso por meio da Maria Clara, após 20 anos. Sempre torci para que o taekwondo brasileiro crescesse e as conquistas viessem. A Maria Clara está escrevendo uma história linda e está orgulhando uma nação, orgulhando todos os taekwondistas, as pessoas que amam o esporte no Brasil. Eu me sinto privilegiada de ter tido a oportunidade de ver o que ela fez ao vivo”, celebrou.

 

Dourada

 

Fotos: Divulgação


O ouro no Mundial da China coroa uma temporada brilhante de Maria Clara. No final de agosto, ela venceu a etapa do Grand Prix de Muju, na Coreia do Sul, ocasião em que também derrotou na final a campeã olímpica de Paris e, neste caso, anfitriã da competição, Kim Yu-jin. Antes, já tinha sido campeã do Grand Prix de Charlotte, nos Estados Unidos, em junho, tornando-se a primeira brasileira a vencer um torneio deste nível. Com o resultado nos Estados Unidos, repetiu o feito do mineiro Maicon Andrade, bronze na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, na categoria acima de 80 quilos, até então o único a ter brilhado em uma etapa do Grand Prix para o Brasil.


Cartel do Bolsa Atleta


A capilaridade do Bolsa Atleta se reflete nos resultados do Brasil nos principais eventos mundiais. Em Paris, o Brasil fechou os Jogos Olímpicos com 20 medalhas, a segunda melhor marca da história. Foram três ouros, sete pratas e dez bronzes, que colocaram o país no 20º lugar do quadro geral. Como muitas modalidades são coletivas, foram 60 medalhistas. Desse grupo, 100% são integrantes do Bolsa Atleta ou estiveram em editais ao longo de suas carreiras. Já nos Jogos Paralímpicos, a campanha foi a melhor da história do país, com 89 medalhas (25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes). O Brasil bateu o recorde de pódios, que era de 72, e chegou pela primeira vez no top 5, em quinto lugar. Todas as medalhas tiveram a digital do Bolsa Atleta.

 

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O Bolsa Atleta atualmente conta com mais de 10 mil atletas contemplados, o maior número já registrado na história. Em 2024, o programa completou 20 anos e teve o primeiro reajuste de valores dos últimos 14 anos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que aumentou as bolsas em 10,86%. No caso da Bolsa Pódio, os valores das Bolsas passaram a ser de R$ 5.543 mensais a R$ 16.629, de acordo com o lugar dos atletas no ranking mundial.

 

 

Fonte: Com informções Agência Gov 

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