30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 15/11/2025

Marcha de extrativistas ganha as ruas de Belém na COP30

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Foto: Reprodução/Google

A mobilização, intitulada ?Porongaço dos Povos da Floresta?, integra o cronograma paralelo à COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) e serve também para celebrar os 40 anos da Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

As ruas do bairro da Pedreira, em Belém (PA), foram cenário de um ato simbólico e político de grande significado para as comunidades extrativistas do Brasil. Mais de mil pessoas — lideranças de povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e extrativistas dos diversos biomas — marcharam portando porongas (lamparinas tradicionais usadas pelos seringueiros) acesas, em um gesto que uniu ancestralidade, luta territorial e exigência de justiça climática.

 

A mobilização, intitulada “Porongaço dos Povos da Floresta”, integra o cronograma paralelo à COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) e serve também para celebrar os 40 anos da Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

 

A concentração começou às 17h na Praça Eneida de Moraes (entre as avenidas Pedro Miranda e Alcindo Castelo), com a marcha partindo por volta das 18h em direção à Aldeia Cabana, na Av. Pedro Miranda. No final do percurso, seria entregue a “Carta Política das Populações Extrativistas”, documento que reúne as principais reivindicações e propostas das comunidades as autoridades nacionais e internacionais.

 

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Símbolos e significado

 

 

 

A poronga, lamparina tradicional usada por seringueiros para iluminar as matas durante a noite, foi retomada como símbolo da resistência, da coletividade e da luta das populações extrativistas. Os óleos usados nas porongas eram extraídos de espécies da floresta, como andiroba e copaíba, reforçando o vínculo entre os povos e o bioma. A marcha foi construída também como ato político: “não existem soluções verdadeiras para a crise climática sem justiça social, territorial e ambiental — nem sem a presença de quem defende a floresta viva”, afirmou Letícia Moraes, vice-presidente do CNS.

 

Entre os diversos pontos reivindicados pelas comunidades estavam:

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 


• A demarcação e proteção dos territórios de povos extrativistas e tradicionais.
• O fortalecimento da produção sustentável, com incentivos e políticas públicas que reconheçam a sociobiodiversidade e economia da floresta.
• Segurança para as comunidades que vivem na floresta — tendo como legado a atuação de nomes como Chico Mendes, símbolo da luta dos seringueiros.
• Que os modos de vida dessas populações sejam reconhecidos como parte essencial da solução para a crise climática global.

 

A marcha ocorreu em um momento emblemático: a COP30 está sendo realizada na Amazônia, e o Brasil — com seus biomas e povos tradicionais — aparece sob os holofotes das negociações climáticas globais. A mobilização extrativista busca garantir que os debates não fiquem restritos a gestores e diplomatas, mas incluam quem vive e cuida da floresta.

 
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Fontes principais

“Marcha de extrativistas ganha as ruas de Belém na COP 30”, O Liberal.
“Mais de mil vozes da floresta marcham com luzes de poronga na COP30 em Belém”, Correio da Amazônia.
 

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