Medida judicial paralisa licitação do trecho do meio da BR-319 e reacende debate sobre desenvolvimento e preservação
A decisão liminar da Justiça Federal do Amazonas que suspendeu os editais para obras no trecho do meio da BR-319, em ação da ONG Observatório do Clima, gerou reação política. O 2º vice-presidente estadual do União Brasil, Marcellus Campêlo, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), classificou a suspensão como injustificada.
“A BR-319 sempre existiu. Já percorremos essa estrada asfaltada. É um retrocesso impedir sua recuperação”, declarou. Campêlo também rebateu o argumento ambiental que sustenta a ação, destacando que o Amazonas mantém cerca de 97% de sua cobertura florestal preservada. “É um absurdo querer nos ensinar a preservar uma floresta que já preservamos. Não podemos aceitar que uma ONG dite regras sobre uma realidade que desconhece”, afirmou.
Com experiência em infraestrutura à frente da Sedurb e UGPE por mais de sete anos, Campêlo também rebateu o argumento ambiental, destacando que o estado preserva cerca de 97% da floresta.
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Fotos: Divulgação
“É um absurdo querer nos ensinar a preservar uma floresta que já preservamos. Não podemos aceitar que uma ONG dite regras sobre uma realidade que desconhece”, disse. Ele defende a revisão da liminar para destravar as obras, argumentando que é possível avançar com responsabilidade ambiental e garantir a integração regional.
A rodovia, que liga Manaus a Porto Velho, é considerada essencial para a integração regional e redução do isolamento logístico do estado. Para o Campêlo, a decisão precisa ser revista com urgência para permitir o avanço das obras. Ele defende que a recuperação da BR-319 pode ocorrer com responsabilidade ambiental, garantindo mobilidade à população e desenvolvimento sem comprometer a floresta.
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