21 de Abril de 2026

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Política - 29/07/2022

Manifesto pela democracia: o que dizem os candidatos à Presidência

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Foto: Reprodução

Ao menos três presidenciáveis já assinaram carta feita por ex-alunos da USP.

O manifesto em favor da democracia e em defesa das urnas eletrônicas, criado pro ex-alunos da Universidade de São Paulo, conta com mais de 400 mil assinaturas. Dentre elas, três presidenciáveis são signatários.

 

A carta é uma resposta da sociedade civil aos recorrentes ataques de Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eletrônico de votação. O estopim para a criação do documento foi a reunião em que o presidente atacou a urna para embaixadores estrangeiros, no dia 18.

 

Ao menos 12 ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), empresários banqueiros, artistas, ex-jogadores de futebol e integrantes da sociedade civil estão entre os signatários. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se posicionou em apoio do manifesto.

 

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Ex-estudantes da Faculdade de Direito se inspiraram em um manifesto feito em 1977, contra a ditadura militar, para se posicionar a favor da democracia. O texto será lido durante evento em 11 de agosto, na sede da universidade, no Largo São Francisco, centro da cidade de São Paulo.

 

O g1 reuniu as declarações dos presidenciáveis sobre o assunto. A última pesquisa Datafolha define a ordem dos candidatos.

 

Leia o que os presidenciáveis declararam a respeito do caso:

 

LULA (PT) 

 


Lula (PT) participa de ato em defesa da democracia, contra

a fome e por emprego e moradia na Praça da Moça, em Diadema

 

Ex-presidente disse que decidiu não assinar a carta para não dar teor eleitoral ao manifesto. O petista elogiou o ato dos ex-alunos da USP.

 

"Não sei se cabe a mim fazer carta, porque fica sob suspeição porque sou candidato. Fico feliz da existência de milhares e milhares de brasileiros dispostos a assinarem manifesto pela democracia. Acho extraordinário", disse Lula, em entrevista ao UOL, no dia 17 de julho.

 

JAIR BOLSONARO (PL)

 

Bolsonaro durante reunião com embaixadores

no Palácio do Planalto.

 

O atual presidente ironizou o manifesto, ao dizer que não precisa de "nenhuma cartinha" para se colocar em defesa da democracia.

 

"Defendemos a democracia. Não precisamos de nenhuma cartinha para falar que defendemos a democracia. Não precisamos, então, de apoio ou de sinalização de quem quer que seja para mostrar que o nosso caminho é a democracia, a liberdade, é o respeito à Constituição", disse Bolsonaro, no dia 27 de julho, durante convenção nacional do PP.

 

CIRO GOMES (PDT)

 

Ciro Gomes na Central das Eleições, da GloboNews, na quarta-feira (27)

 

O candidato se posicionou favoravelmente à iniciativa e assinou o manifesto.

 

"Estou ao lado de todas as iniciativas em defesa da Democracia. Precisamos reforçar as instituições e lutar contra a desigualdade", disse Ciro, no dia 29 de julho, em nota à imprensa.

 

SIMONE TEBET (MDB)

 

Simone Tebet é entrevista na Central das Eleições, da GloboNews

 

A emedebista assinou o manifesto favorável à democracia e em defesa das urnas eletrônicas. Ela postou em sua página no Twitter um chamado para a população também assinar.

 

"Assinei com alegria e convicção o Manifesto pelo Estado de Direito Sempre! Fundamental que a sociedade civil declare seu apreço e crença permanente na democracia e no respeito à Constituição Federal. Convido a todos que se somem a esse movimento", publicou Tebet, em seu perfil no Twitter, em 29 de julho.

 

ANDRÉ JANONES (Avante)

 

André Janones (Avante) na Central das Eleições, na GloboNews

(Fotos: Reprodução)
 

Janones é outro presidenciável a colocar seu nome entre os apoiadores do manifesto que, para ele, é um dos passos para que o Brasil "retorne aos trilhos da normalidade".

 

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"Sou um democrata sempre. Não podemos tolerar posturas autoritárias e que coloquem em xeque a jovem democracia brasileira. Em que pese a assinatura de algumas forças que contribuíram para a escalada protofascista no Brasil, é hora de todas as forças progressistas assinarem este manifesto para que o Brasil retorne aos trilhos da normalidade", afirmou Janones, em nota enviada à imprensa, no dia 27 de julho.

 

Fonte: Portal G1

 

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