O evento reúne mais de 1.600 participantes de países como Brasil, Portugal, Galiza, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste, além de representantes indígenas, quilombolas e de universidades.
A capital amazonense se tornou, nesta semana, o epicentro de um dos mais relevantes debates globais sobre meio ambiente. O evento reúne líderes ambientais, acadêmicos e comunidades tradicionais para debater justiça climática e estratégias locais frente à emergência ambiental
Entre os dias 21 e 25 de julho, a Fundação Matias Machline, localizada no Distrito Industrial I, recebe o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa e Galiza (Lusófono), que ocorre de forma integrada ao IX Encontro Nacional de Educação Ambiental do Ibama (ENEa).
O evento reúne mais de 1.600 participantes de países como Brasil, Portugal, Galiza, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste, além de representantes indígenas, quilombolas e de universidades. Com o tema “Educação Ambiental e Ação Local: Respostas à Emergência Climática, Justiça Ambiental, Democracia e Bem Viver”, o congresso destaca o papel das práticas locais e da participação cidadã no enfrentamento das múltiplas crises socioambientais do nosso tempo.
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Entre os nomes confirmados estão a ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, que participa da abertura oficial, e o pesquisador espanhol Carlos Taibo, referência mundial em decrescimento e democracia ecológica, que conduzirá a conferência de encerramento no dia 25. Também integram a programação nomes como Marcos Sorrentino (diretor de Educação Ambiental do MMA), Moema Viezzer (referência latino-americana em EA), e representantes de diversos ministérios e universidades de países lusófonos.
De forma simultânea, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realiza o IX Encontro Nacional de Educação Ambiental (ENEa), com o objetivo de fortalecer a política pública de educação ambiental como eixo transversal na gestão ambiental brasileira. O evento conta com a participação do presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e de equipes de Educação Ambiental (EEAs) de várias superintendências do país, além do recém-oficializado Centro Nacional de Educação Ambiental (Cenea). As atividades incluem rodas de conversa, oficinas, minicursos e apresentações de práticas exitosas em comunidades, promovendo o intercâmbio de saberes e a construção colaborativa de estratégias para o fortalecimento da EA no Brasil e nos países parceiros.
Importância do evento para Manaus e para o mundo
Sediar um congresso desse porte em Manaus, coração da Amazônia, reforça a relevância estratégica da região na agenda ambiental global. Mais do que um local simbólico, a Amazônia representa um espaço de resistência, diversidade e soluções que nascem do território e dialogam com o mundo.
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Fotos: Reprodução/Google
“Esse congresso é uma ponte entre os saberes tradicionais e científicos. Aqui, a educação ambiental não é apenas teoria, mas prática viva de comunidades que há séculos cuidam da floresta”, destacou uma das participantes indígenas presentes no evento. Além de fortalecer redes internacionais, o congresso contribui para consolidar políticas públicas, promover justiça ambiental e destacar a urgência de ações locais diante das mudanças climáticas. Em tempos de emergência climática, espaços como este reafirmam a importância de uma educação ambiental crítica, participativa e transformadora.
Toda a programação e conteúdos produzidos estão sendo divulgados pelo site oficial do Ibama e pelas redes sociais do Instituto. No local, também há distribuição de materiais educativos e divulgação de projetos desenvolvidos por escolas, coletivos, universidades e órgãos ambientais.
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