04 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 12/07/2025

Mais política, Tebet se posiciona sobre carta de Trump e taxação das grandes fortunas

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Foto: Reprodução/Google

Com falas sobre justiça fiscal e soberania, a ministra acena para a esquerda e ensaia discurso para as eleições de 2026

Normalmente cuidadosa nas declarações públicas, a ministra Simone Tebet (Planejamento) adotou um tom mais enfático ao comentar os dois temas mais espinhosos da semana: a taxação de grandes fortunas e o tarifaço anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros. Os gestos chamaram atenção, sobretudo porque Tebet — cotada para disputar o Senado em 2026 — vinha mantendo um perfil mais técnico dentro do governo.

 

Na terça-feira, 8, em audiência na Comissão Mista de Orçamento, Tebet defendeu a criação de um imposto mínimo de 10% sobre grandes fortunas, em nome da justiça fiscal. A ministra reconheceu o caráter simbólico do gesto, mas fez questão de destacar sua convicção: “Se isso for ser de esquerda, eu, que nunca fui de esquerda, tenho que me considerar de esquerda”, disse.

 

A frase repercutiu entre parlamentares governistas e foi celebrada como um sinal de alinhamento com a pauta da reforma tributária no eixo da redistribuição.Dois dias depois, nesta quinta-feira, 10, a ministra reagiu ao anúncio do presidente Trump sobre a imposição de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros.

 

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Em publicação nas redes sociais, a ministra fez uma defendeu a soberania nacional, em um discurso que mirou diretamente setores da oposição. “Não se xinga a mãe, não se recorre a outros quintais, outros países, para atacar a nossa soberania nacional. Ninguém pode, em benefício próprio, abrir os portões da nossa casa coletiva, para que ela seja atacada”, afirmou.

 
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Integrante da elite política do país, e ligada ao agronegócio, a titular do Planejamento pisca para a esquerda e encampa o discurso nacionalista com posições que terão repercussão em 2026. Internamente, o MDB observa com atenção os movimentos da ministra, que pode vir a ser uma opção competitiva ao Senado por Mato Grosso do Sul no ano que vem. O tom mais enfático em temas de apelo social e com apelo à soberania é visto como um ativo político. Por ora, o que se nota é uma calibragem sutil no perfil público: firmeza nos temas sensíveis, sem abrir mão do equilíbrio que a caracteriza como voz moderada no governo. 

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

 

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