Ainda assim, quando o assunto é política, as mulheres continuam sub-representadas. E isso não é apenas uma questão de equidade. É uma questão de desenvolvimento global.
As mulheres já pilotam aviões, comandam multinacionais, presidem bancos, lideram na ciência, no esporte e já chegaram ao mais alto cargo político de uma nação. Exemplos como Dilma Rousseff, primeira mulher a presidir o Brasil, e Ângela Merkel, que governou a maior economia da Europa por 16 anos, comprovam que a presença feminina no poder não é exceção por incapacidade, mas por oportunidade.
Ainda assim, quando o assunto é política, as mulheres continuam sub-representadas. E isso não é apenas uma questão de equidade. É uma questão de desenvolvimento global.
Uma força econômica ainda subutilizada
As mulheres já representam mais de 40% da mão de obra mundial, 43% da força de trabalho ativa e mais da metade dos estudantes universitários do planeta. Mesmo assim, o potencial econômico feminino permanece parcialmente inexplorado.
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Um relatório histórico do McKinsey Global Institute, publicado em 2015, revelou um dado impressionante: a igualdade plena entre homens e mulheres poderia adicionar 28 trilhões de dólares ao PIB global até 2025. No Brasil, o impacto seria igualmente transformador. Segundo o mesmo estudo, o país poderia ter um PIB até 30% maior, com 850 bilhões de dólares adicionais em circulação. Esse crescimento não viria de um milagre econômico, mas da correção de distorções estruturais:
• mulheres ainda ganham menos que homens;
• estão concentradas em setores menos valorizados;
• enfrentam mais barreiras para ascender a posições de liderança;
• e possuem menor presença em espaços de decisão política.
Ou seja, o mundo não sofre com falta de talento feminino. Sofre com falta de acesso e reconhecimento.
Países que valorizam mulheres crescem mais e têm menos corrupção
A relação entre igualdade de gênero e desenvolvimento não é apenas teórica. É comprovada empiricamente. Um estudo de 2012 do Banco Mundial concluiu que países que promovem os direitos das mulheres e ampliam seu acesso à educação e aos recursos apresentam:
• menores taxas de pobreza;
• crescimento econômico mais acelerado;
• instituições mais fortes;
• e níveis mais baixos de corrupção.
Isso ocorre porque a inclusão feminina amplia a diversidade de decisões, melhora a gestão de recursos e fortalece a governança. Mais mulheres no poder não é apenas inclusão. É eficiência social.
A política ainda não representa metade da população
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Apesar de todos os avanços sociais, a política continua sendo um dos espaços mais desiguais. As mulheres são maioria da população, mas minoria nos parlamentos, nos ministérios e nos cargos executivos. Isso cria uma distorção grave: decisões que afetam toda a sociedade são tomadas, majoritariamente, por apenas uma parte dela.
A experiência feminina é uma lente social própria. Desde o nascimento, um dos primeiros marcadores de identidade é o sexo. A partir dele, o mundo passa a interagir com cada indivíduo de maneira diferente. Ser mulher não é apenas uma condição biológica. É uma experiência social.
É uma forma distinta de vivenciar:
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• o mercado de trabalho;
• a segurança pública;
• a saúde;
• a maternidade;
• a violência;
• e as oportunidades.
Essa vivência molda perspectivas únicas. Quando essas perspectivas não estão presentes nos espaços de decisão, a democracia se torna incompleta. Democracia não é apenas votar. É ser representado. Mais mulheres na política significam melhor qualidade democrática
A presença feminina nos espaços de poder amplia
• a diversidade de ideias;
• a qualidade das decisões;
• a sensibilidade social das políticas públicas;
• e o alcance das soluções.
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Não se trata de substituir homens. Trata-se de equilibrar. Uma sociedade equilibrada precisa de representatividade equilibrada.
Mais mulheres na política significam:
• mais desenvolvimento;
• mais inovação;
• mais justiça;
• mais eficiência econômica;
• e uma democracia mais legítima.
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Não é apenas uma pauta feminina. É uma pauta civilizatória. A ausência de mulheres na política não é consequência da falta de capacidade. É consequência histórica de exclusão estrutural. Mas isso está mudando. As mulheres já provaram sua competência em todas as áreas. Pilotam aviões. Presidem países. Dirigem empresas globais. Produzem ciência. Transformam comunidades. Precisamos de mulheres ocupando todos os espaços. Porque quando as mulheres avançam, a sociedade inteira avança.
Posicionamento do Portal Mulher Amazônica
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Fotos: Reprodução/Google
O Portal Mulher Amazônica reafirma seu compromisso com a defesa inegociável da participação plena das mulheres em todos os espaços de poder e decisão, especialmente na política. Não se trata apenas de garantir presença, mas de assegurar voz, influência e protagonismo real na construção do presente e do futuro. Defendemos que nenhuma democracia pode ser considerada completa quando mais da metade da população permanece sub-representada nos espaços onde se definem as leis, os investimentos e os rumos da sociedade. A presença feminina na política não é concessão, é direito. Não é favor, é necessidade estrutural para o desenvolvimento social, econômico e humano.
Acreditamos que ampliar a participação das mulheres é fortalecer a ética pública, aprimorar a qualidade das decisões e garantir que políticas públicas reflitam a realidade de todas as pessoas, e não apenas de uma parcela delas. Como veículo de comunicação comprometido com a verdade, a justiça social e a valorização da mulher amazônica e brasileira, seguiremos dando visibilidade, voz e apoio às mulheres que constroem, transformam e lideram. Porque quando uma mulher ocupa um espaço de poder, ela não chega sozinha. Ela abre caminhos. E abrir caminhos é transformar o mundo.
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Fontes: Relatório McKinsey Global Institute (2015)
https://www.mckinsey.com/featured-insights/employment-and-growth/how-advancing-womens-equality-can-add-12-trillion-to-global-growth
Banco Mundial – Igualdade de Gênero e Desenvolvimento (2012) https://www.worldbank.org/en/topic/gender
ONU Mulheres – Participação política feminina
https://www.unwomen.org
Fórum Econômico Mundial – Gender Gap Report
https://www.weforum.org/reports/global-gender-gap-report
IBGE – Estatísticas de gênero no Brasil
https://www.ibge.gov.br
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