Preço do transporte fluvial no município de Benjamin Constant subiu de R$ 35 para R$ 70, porque o trajeto aumentou por causa da seca.
Na Região Norte do Brasil, mais da metade dos municípios do Amazonas está em situação de alerta por causa da seca.
A rotina do seu Raimundo tem sido assim: nos últimos dias, ele sai da sua casa, que fica em uma comunidade ribeirinha, em Benjamin Constant, e anda até a beira do Rio Javari. Com um balde, ele pega água para a família beber, porque não há mais água potável disponível.
As cidades que ficam no Vale do Javari estão sofrendo com a seca. Benjamin Constant passa por uma crise de desabastecimento de água e alimentos que atingiu todas as 65 comunidades ribeirinhas, além da área urbana. A cidade decretou situação de emergência na última segunda-feira (10).
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“Nós estamos com dificuldades já do desabastecimento de produtos alimentícios. Nós estamos com dificuldade de água potável. Nós estamos com dificuldade de combustível. Isso tudo faz com que aumente a nossa problemática sobre a estiagem”, afirma o secretário Municipal da Defesa Civil de Benjamin Constant, Ricelly Dácio.
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O nível do Rio Solimões está com 68 cm. Em épocas de chuvas, o rio chega a 12 metros. Pelo alto, bancos de areia ocupam o espaço que antes era coberto pelas águas. Não há medidores no Rio Javari. Em tabatinga, a ponte usada por carros e caminhões para chegar à balsa, foi interditada porque o rio secou. Parte da estrutura contava com o rio cheio para não cair. Sem água, há risco de acidentes. Um medidor indicou que o Rio Solimões estava com apenas 10 cm de profundidade.

Fotos: Reprodução
O preço do transporte fluvial, único meio disponível para chegar a Benjamin Constant, subiu de R$ 35 para R$ 70, porque o trajeto aumentou por causa da seca. As cargas, principalmente de alimentos, em grandes embarcações são remanejadas para barcos menores que conseguem navegar em trechos mais rasos, o que aumenta o preço final que chega ao consumidor.
“Para gente poder sair daqui e chegar a Tabatinga, nós rodamos cinco horas, seis horas, dependendo do horário que você sai. E nós não temos só Benjamin, nós temos Atalaia do Norte também para abastecer, seria dois municípios. Então nós temos aqui umas dez canoas de trabalho e essas dez canoas têm a responsabilidade de suprir as necessidades de Benjamin, Atalaia do Norte, municípios que dependem deste trabalho”, relata o barqueiro João Magalhães.
Fonte: Com informações do Portal G1
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