17 de Maio de 2026

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Ciência e Tecnologia - 21/12/2023

Mais antigo fungo causador de doença é encontrado em planta congelada

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Foto: Reprodução/Google

Neste mês de dezembro, o mundo recebeu a notícia de que o mais antigo fungo causador de doença foi encontrado no Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra. Estima-se que ele tenha 407 milhões de ano, e sua descoberta foi registrada na edição mais recente da revista Nature Communications.

 

Geralmente relacionado com infecções, o fungo em questão estava crescendo em uma planta conhecida como Asteroxylon mackiei. A comunidade científica o reconhece como Potteromyces asteroxylicola, nome dado em homenagem à autora Beatrix Potter, que trabalhou escrevendo livros infantis e estudou o crescimento de fungos.

 

"Nomear esta espécie importante em homenagem a Beatrix Potter parece uma homenagem apropriada ao seu trabalho notável e comprometimento em desvendar os segredos dos fungos", explicou Christine Strullu-Derrien, do Museu de História Natural de Londres.Até aqui, o Potteromyces asteroxylicola tem sido considerado uma peça fundamental para desvendar a origem do maior filo de fungos. Segundo informações divulgadas, ele conseguiu passar pela parede interna da planta, e após esse movimento começou a matar suas células e absorver os nutrientes.

 

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Após o ataque do fungo, os estudos indicam que a planta tentou criar uma espécie de barreira para tentar conter o invasor. Neste ponto, os cientistas acreditam que a defesa foi gerada enquanto a planta estava viva e durante a investida do Potteromyces asteroxylicola.

 

"Embora outros parasitas fúngicos tenham sido encontrados nesta área antes, este é o primeiro caso de um causando doença em uma planta", comentou Strullu-Derrien. "Além disso, Potteromyces pode fornecer um ponto valioso para datar a evolução de diferentes grupos de fungos, como Ascomycota, o maior filo de fungos."

 

 

Descoberta ao acaso

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Outro ponto importante nessa história: a descoberta do fungo aconteceu enquanto os pesquisadores estavam realizando checagens com a ajuda de um microscópio confocal para criar uma imagem 3D. Ao fazer essa verificação, eles perceberam a presença daquilo que parecia ser uma espécie nunca vista até então."A nova tecnologia disponível para nós, como a microscopia confocal, nos permitiu desvendar mais segredos dos fósseis armazenados nas coleções de museus, como os do Museu de História Natural", explica a autora principal do estudo.

 

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"Quando comecei a trabalhar no Rhynie Chert, deveria durar apenas dois ou três anos. Já se passaram 12 anos, e ainda acho que há muito a descobrir deste fabuloso sítio", acrescentou Strullu-Derrien.Entretanto, a descoberta desse novo fungo foi validada apenas depois que um segundo tipo foi encontrado nas coleções dos Museus Nacionais da Escócia. Dessa forma, os pesquisadores puderam confirmar que, de fato, o Potteromyces asteroxylicola se tratava de algo inédito.

 

Fonte: com informações do Portal MegaCurioso 

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