30 de Abril de 2026

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Moda e Beleza - 14/09/2025

Magreza extrema volta ao debate com a alta das canetas emagrecedoras

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Foto: Reprodução/Google

Em meio à busca por remédios emagrecedores, a diversidade corporal perde espaço e os ideais estéticos se tornam irreais

Após anos de avanços no discurso da diversidade corporal, a magreza extrema volta a rondar o imaginário da moda, das redes sociais e, principalmente, das farmácias. O cenário marcado pela grande procura por canetas emagrecedoras evidencia uma contradição: de um lado, tem o movimento body positive e, de outro, o surgimento de padrões inalcançáveis de peso, que marcou gerações dos anos 2000 com a estética heroin chic.

 

O debate acerca da busca pelo "corpo ideal" ganha força com campanhas polêmicas dos últimos meses, especialmente por dois anúncios da empresa de fast fashion Zara. A marca espanhola foi proibida de veicular imagens consideradas "socialmente irresponsáveis" pela Autoridade de Padrões Publicitários (ASA) do Reino Unido. De acordo com o órgão, as campanhas exibiam modelos com aparências "magras de forma não saudável".

 

A autoridade britânica destacou que os anúncios removidos possuíam detalhes específicos nas imagens que contribuíram para a percepção de magreza extrema, como a "clavícula protuberante" da modelo e a "impressão de que seus braços, ombros e peito eram muito magros". Em seguida, a Zara removeu as imagens dos anúncios e afirmou que as modelos são bem conhecidas, de boa reputação na indústria da moda e que tinham certificações médicas que comprovavam boa saúde.

 

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Representatividade e pressão estética

 

 

 

Com a queda no discurso de valorização da pluralidade, muitas modelos percebem a diminuição da representatividade de corpos que não são magros. "Não porque deixamos de existir, mas porque a narrativa visual que chega ao público começa a excluir de novo quem está fora desse ideal", destaca a modelo e influenciadora midsize Mayra Fernandes, 32 anos.

 

Para ela, quando o ideal de magreza volta a dominar, há o crescimento da pressão estética. No entanto, Mayra afirma que aprendeu a filtrar e percebe que a própria saúde, autoestima e história estão acima das tendências. Segundo ela, é um exercício diário de lembrar por que começou a criar conteúdos que mostram que existe beleza fora do padrão imposto.Não pertencente aos parâmetros de magreza, Mayra também não se reconhece nas modelos plus size, então sente que, em algumas marcas, o seu corpo não foi pensado.

 

"Parece que a indústria entende os extremos, mas quando falamos de um corpo como o meu, que não é padrão e também não é plus, ainda existe uma certa resistência." Além disso, a influenciadora nota que muitas marcas falam sobre diversidade para acompanhar o movimento, mas, na hora de criar campanhas, escolher casting e pensar em grade de produtos, a realidade ainda não reflete esse discurso.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A modelo brasiliense Joquebede Tavares, 21, acredita que o corpo magro merece representação, mas é essencial prezar pela saúde e diversidade. De acordo com ela, por meio das redes sociais, a popularização e a exposição de práticas e procedimentos estéticos aumentam a distinção entre a magreza natural e a obtida por meio de práticas extremas. "Existe um caminho para que a magreza natural seja valorizada sem que seja confundida com práticas nocivas", salienta.

 
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Para Joquebede, o mercado tem olhado para diferentes formas e estilos, o que a deixa feliz, mas não a impede de cair em pressões estéticas que, na maior parte das vezes, vêm dela mesma. Apesar de ter se cobrado diversas vezes para estar mais em forma e ter mais corpo, desde que entrou na agência de modelos, recebeu apoio e aprendeu que o importante é estar em sua melhor forma, saudável e confiante.  

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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