Para além das cifras bilionárias, a celebração convida a um resgate da ternura e da convivência física em um mundo marcado pelo individualismo
O Dia das Mães no Brasil, no segundo domingo de maio, é um ato de autoria do então presidente Getúlio Vargas há 94 anos. Nos Estados Unidos, a data, na versão moderna, tem 121 anos e, inicialmente, estava marcada pela homenagem as mães. A dimensão do agradecimento e da homenagem permanece embora cada vez mais esteja imbricada com as estratégias do mercado para vender mais. A festividade é um dos momentos de promoção e aquecimento das vendas.
São recorrentes as campanhas de diferentes setores tendo a figura da mãe como motivo para comprar presentes. Em nível nacional, a projeção dos negócios com o Dia das Mães é de R$ 15,1 bilhões; em Manaus, o faturamento esperado é de R$ 159 milhões. No item de bares e restaurantes, dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), apontam que 77% desses estabelecimentos se prepararam para atender clientes no deste domingo.
Entre os negócios mercadológicos e o sentimento de amorosidade pelas mães, os dois seguem sendo realizados. O crescimento das vendas tem vários reflexos tais como a manutenção e ampliação de postos de trabalho temporários.
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Foto: Reprodução/Google
Na outra ponta, o sentimento de carinho se exercitado faz bem às partes – quem demonstra e quem o recebe. Em um mundo onde as relações sociais estão impactadas pelo egoísmo, o individualismo, as substituições dos gestos de ternura, respeito, de amor por outras atitudes mecanicistas, oferecer com naturalidade afago, atenção, cuidado, convivência física, abraçar, rir juntos são ingredientes do bom cultivo.
Esse momento pode ser a oportunidade de descobertas mútuas, de aprofundar a noção de ternura e dos laços fraternos. A gratidão às mães vivas e àquelas que encerraram suas jornadas terrenas é uma atitude que promove o lado bom da existência humana. Ajuda a reafirmar que um abraço forte, a presença, o afeto como presentes inesquecíveis e valiosos.
Que neste domingo de homenagens às mães seja o amor o principal sentimento a se fazer presente, firme, sereno e realimentado nessas trocas, por vezes, invisíveis e profundamente transformadoras. E as mães, de todas as cores e maneiras, possam receber a atenção de seus filhos e entrelacem o que é realmente primordial: vida digna.
Fonte: com informações Acrítica
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