Relatório aponta falhas na certificação e na fiscalização da cadeia de fornecimento
Milhares de metros cúbicos de madeira extraída irregularmente da Amazônia chegaram ao mercado europeu, segundo denúncia da ong britânica Earthsight divulgada.
A investigação aponta que o material saiu da empresa paraense Samise, na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Pará, e abasteceu obras de infraestrutura na Holanda, expondo falhas nos sistemas de certificação e fiscalização.
O relatório afirma que a Samise manteve o selo do Forest Stewardship Council (FSC) mesmo acumulando multas, suspensões e uma condenação criminal. A certificação foi cancelada apenas em março de 2026.“A madeira investigada percorreu toda a cadeia de fornecimento e muito provavelmente chegou ao mercado europeu mesmo após suspensões operacionais, multas e investigações. Isso evidencia falhas tanto nos mecanismos de certificação quanto na fiscalização das cadeias globais de comércio de madeira”, afirmou Rafael Pieroni, líder da Earthsight para a América Latina.
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Foto: Reprodução/Google
O caso também reacende o debate sobre o controle do comércio internacional de madeira. O Serviço Florestal Brasileiro extinguiu o contrato de concessão da Samise por descumprimento de acordos. A denúncia ocorre às vésperas da entrada em vigor da nova regulamentação europeia contra o desmatamento, prevista para dezembro de 2026. A ONG defende que a fiscalização das empresas vá além da verificação de certificados ambientais.
“À medida que a União Europeia se prepara para implementar a nova regulamentação antidesmatamento, este caso reforça a necessidade de que a diligência das empresas vá muito além da simples verificação de certificados ambientais”, concluiu Pieroni.
Fonte: com informações BNC
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