17 de Maio de 2026

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Internacional - 24/10/2023

Macron propõe a Israel e Autoridade Palestina coalizão internacional contra Hamas

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Foto: Reprodução Google

O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs, nesta terça-feira, 24, ao primeiro-ministro israelense e ao presidente da Autoridade Palestina combater o movimento islamista Hamas com uma coalizão internacional, em uma visita à região, na qual também denunciou “o sofrimento” dos civis em Gaza.

 

Macron chegou nesta terça-feira a Jerusalém, onde, além de se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, manteve um encontro com o presidente israelense Isaac Harzog. Durante a reunião com Netanyahu, propôs que a coalizão internacional criada em 2014 sob liderança dos Estados Unidos para enfrentar o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque “também possa lutar contra o Hamas”.

 

Além disso, o presidente francês alertou o Irã, que apoia o Hamas, e seus aliados a “não correrem o risco de abrir novas frentes”, defendendo uma retomada do “processo político com os palestinos”. Depois, Macron se dirigiu a Ramallah, na Cisjordânia ocupada, onde conversou com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas e garantiu que “nada pode justificar o sofrimento” dos civis em Gaza.

 

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“Uma vida palestina vale o mesmo que uma vida francesa, que vale o mesmo que uma vida israelense”, afirmou Macron, o primeiro dirigente ocidental a visitar a sede da organização palestina – que não exerce nenhum poder na Faixa de Gaza – desde o início da guerra.

 

Israel bombardeia sem trégua o pequeno e densamente povoado território palestino, em resposta ao ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro, e como prelúdio de uma provável ofensiva terrestre.

 

Os bombardeios causaram pelo menos 50 mortes por hora, indicou na noite desta terça o movimento islamista, que controla a Faixa desde 2007. Pelo menos 140 pessoas morreram na madrugada de hoje em outros ataques aéreos, de acordo com a mesma fonte. Desde o início da guerra, 5.791 pessoas morreram no território palestino, incluindo 2.360 crianças, segundo o movimento islamista.

 

Duas reféns libertadas 

 

 

Em sua visita a Jerusalém, Macron ressaltou a urgência de libertar “todos os reféns, sem qualquer distinção”. Ontem, o Hamas libertou as reféns Yocheved Lifshitz, de 85 anos, e Nurit Kuper, de 79, ambas de nacionalidade israelense. Uma americana e sua filha já tinham sido libertadas três dias antes.

 

Lifschitz disse hoje à imprensa que viveu um “inferno” e foi “agredida”, ao ser sequestrada no kibutz Nir Oz. Depois, durante seu cativeiro de mais de duas semanas na Faixa de Gaza, contou que foi “bem tratada”. “Um médico vinha a cada dois ou três dias para ver como estávamos e garantir que tínhamos medicamentos”, acrescentou.

 

Centenas de combatentes do Hamas se infiltraram em Israel a partir de Gaza em 7 de outubro, durante um ataque sem precedentes desde a criação do Estado de Israel em 1948. Mais de 1.400 pessoas morreram, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses, que registraram a tomada de 220 reféns, levados para Gaza.

 

Fotos: Reprodução

 

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“Queremos desmantelar completamente o Hamas: seus líderes, seu braço militar e seus mecanismos de funcionamento”, disse o chefe do Estado-Maior israelense, Herzi Halevi, rodeado de vários homens armados, em um vídeo publicado hoje na rede social X.

 

Israel impôs um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo à Faixa de Gaza desde que o Hamas, classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por Israel, assumiu o poder em 2007.

 

Fonte: com informações da Revista Istoé 

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