Reproduzir o machismo, portanto, é colaborar para que o mesmo sistema continue oprimindo as mulheres, inclusive aquelas que o sustentam, muitas vezes sem perceber.
Maria Santana Souza - O Portal Mulher Amazônica vem a público se posicionar diante do artigo “A reprodução do machismo pelas mulheres e suas implicações”, de autoria da professora e pesquisadora Elisiane Andrade, publicado em 10 de outubro de 2025. O texto, de forma lúcida e contundente, evidencia uma dolorosa contradição ainda presente em nossa sociedade: a reprodução do machismo por mulheres, que, mesmo vítimas desse sistema, acabam perpetuando discursos e práticas que reforçam o patriarcado.
Ao citar declarações proferidas por figuras públicas femininas, entre elas a vereadora Elizabeth Maciel (Betinha), de Borba (AM), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a autora nos convida a refletir sobre como o machismo estrutural molda consciências, discursos e comportamentos, naturalizando a violência, a desigualdade e a exclusão.
Elisiane alerta que tais manifestações não são casos isolados, mas sim reflexos de um sistema de poder que educa para a subjugação e a desigualdade de gênero. Reproduzir o machismo, portanto, é colaborar para que o mesmo sistema continue oprimindo as mulheres, inclusive aquelas que o sustentam, muitas vezes sem perceber.
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“Quando uma mulher afirma ser a favor da violência contra a mulher, precisamos atentar para o simbolismo e as consequências dessas falas. São expressões que legitimam o patriarcado e afrontam toda a luta feminista construída ao longo da história”, destaca Elisiane no texto.
Professora Elisiane Andrade
O Portal Mulher Amazônica, que nasceu para dar voz às mulheres do Norte do Brasil e combater toda forma de opressão e silenciamento, reafirma seu compromisso com a desconstrução do machismo — em todas as suas expressões, inclusive aquelas reproduzidas por mulheres. Para a idealizadora do portal, Maria Santana, o artigo de Elisiane Andrade representa um chamado urgente à consciência coletiva:
“O texto da professora Elisiane é um espelho que nos obriga a encarar o que muitas vezes fingimos não ver. O machismo não se sustenta sozinho, ele é alimentado por séculos de cultura patriarcal e pela naturalização da violência contra as mulheres.
Por isso, o enfrentamento precisa ser diário, educativo e político. O Portal Mulher Amazônica existe justamente para isso: para ecoar as vozes que lutam contra o silenciamento, inclusive o das próprias mulheres que ainda não despertaram para sua força e autonomia.”
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Idealizadora do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast, Maria Santana Souza
Maria Santana ressalta ainda que, no contexto amazônico, onde as desigualdades sociais e de gênero se sobrepõem, o desafio é ainda maior, pois as mulheres enfrentam não apenas o preconceito, mas também a invisibilidade histórica e institucional.
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O Portal Mulher Amazônica se solidariza com todas as vozes femininas que atuam na educação, comunicação, política e movimentos sociais pela equidade de gênero e pelo fim da violência contra a mulher. Reforça também que não há democracia sem o protagonismo feminino e que desconstruir o machismo é uma tarefa coletiva, urgente e inadiável.
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Fotos: Reprodução/Google
Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Brasil. Formada em Direito, começou sua carreira como editora do Portal do Zacarias, tornando-se um de discrição e com propósito. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Mária Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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