20 de Abril de 2026

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Política - 02/05/2025

Lupi pede demissão do Ministério da Previdência após crise do INSS

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Foto: Reprodução/Google

Segundo o Planalto, o posto será ocupado pelo secretário-executivo da pasta, Wolney Queiroz, também do PDT

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, pediu demissão nesta sexta-feira, 2/5, após o escândalo envolvendo descontos ilegais de aposentados pelo INSS. O pedido foi entregue em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora da agenda oficial, que aceitou a demissão.

 

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na tarde desta sexta-feira, o pedido de demissão do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, durante audiência no Palácio do Planalto. O presidente convidou o ex-deputado federal, Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da Previdência, para ocupar o cargo de ministro", disse o Planalto em nota.

 

Lupi também se manifestou nas redes sociais. O ex-ministro destacou que seu nome não está entre os investigados no escândalo, e disse que vai continuar colaborando com o governo federal.

 

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"Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador. Continuarei acompanhando de perto e colaborando com o governo para que, ao final, todo e qualquer recurso que tenha sido desviado do caminho de nossos beneficiários seja devolvido integralmente", escreveu Lupi no X (antigo Twitter).

 

Lula foi pressionado por aliados e opositores a demitir Lupi após o escândalo do INSS. Apesar de não haver indícios de participação do ministro no esquema criminoso, ele é criticado pela demora em agir, já que sabia das fraudes desde 2023, mas tomou atitude apenas no ano seguinte.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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A estratégia do governo foi realizar uma espécie de intervenção no INSS, indicando Guilherme Waller Júnior como presidente da instituição, sem dar a Lupi a chance de apontar outro nome. Waller Jr. atuava na Advocacia-Geral da União (AGU), e foi sugerido pelo chefe da pasta, ministro Jorge Messias. Publicamente, o discurso do governo era que Lupi só seria demitido caso houvesse uma acusação formal contra o ministro. Porém, nos bastidores, outros auxiliares de Lula admitiam que a permanência do pedetista estava se tornando insustentável.

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense 

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