Lula voltou a ter mais aprovação que reprovação entre os que ganham até 2 salários mínimos, os de ensino fundamental, os católicos e os que têm 60 anos ou mais. No Nordeste, a aprovação voltou a crescer.
A nova pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (20), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ganhar fôlego e registra sua melhor avaliação desde janeiro. A aprovação do governo cresceu três pontos, chegando a 46%, enquanto a desaprovação caiu para 51%. Embora a rejeição ainda seja maioria, a tendência é de recuperação, já que este é o segundo mês consecutivo de avanço para o presidente.
Os dados revelam que Lula recuperou apoio em segmentos decisivos: brasileiros com até dois salários mínimos, idosos com 60 anos ou mais, católicos e pessoas com ensino fundamental. Entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação disparou para 60%, contra 37% de rejeição, transformando um empate técnico em ampla vantagem pró-governo.
Regionalmente, o Nordeste voltou a se consolidar como o maior reduto lulista, com 60% de aprovação — sete pontos a mais do que em julho. No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, a rejeição ainda é maior, mas a diferença caiu quase pela metade em relação a março, sinalizando recuperação. Já o Sul continua sendo a região mais crítica, com desaprovação de 61%.
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Foto: Reprodução/Google
Na divisão por renda, Lula ganhou nove pontos entre os mais pobres e manteve desempenho estável entre os de renda mais alta, onde ainda predomina a rejeição. Entre os jovens, a aprovação subiu cinco pontos, e entre os idosos houve uma virada: 55% agora aprovam o governo contra 42% que desaprovam.
A religião continua sendo um divisor de águas. Católicos passaram a dar maioria de apoio ao presidente, com 54% de aprovação, enquanto os evangélicos seguem amplamente críticos, com 65% de rejeição. Entre os lulistas, o apoio chega a 90%, já entre bolsonaristas, a desaprovação beira a unanimidade.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados refletem a queda da inflação nos alimentos e a reação de Lula ao “tarifaço” de Trump, fatores que ajudaram a reforçar a imagem do governo. Embora ainda enfrente forte resistência em setores estratégicos, os números indicam que a maré começa a virar a favor do presidente.
Fonte: com informações do g1
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