O presidente viaja neste domingo (29/9) para a Cidade do México, onde participa na próxima terça-feira (1º/10) da posse da nova presidente, Claudia Sheinbaum. Venezuela está entre os temas centrais da agenda
A tensão regional causada pela Venezuela será um dos temas centrais na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao México, hoje. Ele vai participar da posse da nova presidente, Claudia Sheinbaum, na terça-feira, com a presença de pelo menos outros 16 líderes latino-americanos e caribenhos. Antes da solenidade, porém, vai conversar em separado com Manuel López Obrador — que ainda ocupa a cadeira — e sua sucessora, e encontrará os demais chefes regionais.
O petista tem interesse em trazer o governo mexicano de volta para a sua proposta de negociação com o presidente Nicolás Maduro, que está empacada. Brasil, México e Colômbia atuaram em conjunto durante a crise, em contraponto a países que condenaram Maduro por fraude na eleição. Obrador, porém, deixou a mesa de negociação em agosto.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, não há previsão de atos ou pronunciamentos oficiais envolvendo a Venezuela. O tema será tratado nos bastidores. "Claro que o Brasil considera que, quanto mais países… E se têm três países com as características de Brasil, Colômbia e México, isso te dá mais alavancagem para mostrar que é uma questão de âmbito regional", respondeu a secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan, ao ser questionada se o Brasil quer trazer o México de volta à negociação.
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Foto: Reprodução/Google
Obviamente que haverá conversas, e obviamente que o Brasil gostaria de estar junto com seus parceiros na América Latina em um tema da região. Sim, a gente gostaria de trabalhar com nossos grandes parceiros em um tema delicado", confirmou a diplomata. A saída de Obrador do grupo foi atribuída pela chancelaria brasileira à proximidade com a troca no cargo. Sheinbaum declarou, no passado, que a crise na Venezuela deveria ser tratada por organizações internacionais e pelas instituições venezuelanas.
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O diálogo sobre Venezuela em uma agenda regional contrasta com a participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde o tema não foi mencionado. O chefe do Executivo chegou mesmo a ser cobrado pelo presidente chileno, Gabriel Boric, durante evento em defesa da democracia, paralelo à Assembleia, organizado por Brasil e Espanha.
Fonte: com informações Correio Braaziliense
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