21 de Abril de 2026

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Política - 09/12/2023

Lula recebe ligação de Maduro e diz que é preciso evitar escalada com Guiana

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Foto: Reprodução Google

O presidente brasileiro transmitiu preocupação com a tensão entre Venezuela e Guiana em relação ao território de Essequibo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu uma ligação, na manhã deste sábado, 9/12, de Nicolás Maduro, presidente venezuelano. Os dois líderes latinos conversaram, principalmente, sobre a tensão entre Venezuela e Guiana devido ao território de Essequibo. Maduro ameaça tomar a região de Essequibo, que corresponde a mais da metade do território guianês e abriga enormes reservas de petróleo. Mesmo sendo simpático ao líder venezuelano, Lula transmitiu uma "crescente preocupação" em relação à situação.

 

O petista lembrou Maduro dos termos da declaração sobre o assunto aprovada na Cúpula do Mercosul e assinada por Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia, Peru, Equador e Chile, e recordou a longa tradição de diálogo na América Latina e que somos “uma região de paz”.

 

O Palácio do Planalto informou que Lula fez um chamado ao diálogo e sugeriu que o presidente de turno da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), Ralph Gonsalves, trate do tema com os governos de Venezuela e Guiana. O presidente reiterou que o Brasil está à disposição para apoiar e acompanhar essas iniciativas.

 

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No telefone com Maduro, Lula ressaltou que é “importante evitar medidas unilaterais que levem a uma escalada da situação”.

 

Receio de uma escalada na tensão entre Venezuela e Guiana

 

O telefone entre Lula e Maduro ocorre um dia após o brasileiro demonstrar preocupação com a situação das fronteiras com Venezuela e Guiana, durante conversa com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, no Palácio da Alvorada. A orientação definida pelo Planalto é que as Forças Armadas redobrem os cuidados dos acessos ao território brasileiro — o país faz fronteira direta com Venezuela e Guiana.

 

 

"Estamos atentos para que não sejamos instrumento de um incidente diplomático", declarou José Múcio a jornalistas que o aguardavam na saída do ministério, antes de se reunir com Lula.

 

"Nossa missão é cuidar de todas as fronteiras, do Rio Grande do Sul a Roraima. Agora, a tensão está na fronteira norte, e é lá que estão as nossas atenções", frisou o ministro. Segundo ele, o presidente acompanha com atenção a crise dos vizinhos. "Quem está à frente disso é a diplomacia, nós (da Defesa) estamos preocupados em reforçar nossa presença (na fronteira)".

 

Segundo o Estado-Maior do Exército, o processo de implantação do novo regimento, que contará com 600 militares divididos em três esquadrões, "foi efetivado neste mês como resposta natural à atual conjuntura geopolítica da fronteira norte", em referência à crise entre Venezuela e Guiana.

 

Fotos: Reprodução Google

 

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Como primeiro reforço, 16 veículos blindados Guaicurus estão sendo deslocados de unidades do Sul e do Centro-Oeste para Boa Vista e Pacaraima, na fronteira venezuelana, e mais uma dezena deve ser enviada nos próximos dias. Os blindados podem transportar metralhadoras e mísseis, "fornecendo poder de fogo em missões de reconhecimento", segundo informou o Exército. O reforço militar na fronteira norte é preventivo, para o caso de acirramento das tensões.

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense 

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